‘EXERCÍCIO, DIETA, NÃO FUMAR, SORTE: O QUE REALMENTE PROTEGE VOCÊ DO CÂNCER?’

Matéria de Luisa Picanço, publicada no UOL VivaBem,
em 08/08/2019.

Câncer: está aí um tema que ainda assusta muita gente. Não é por menos. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essa é a segunda doença que mais provoca morte no mundo. No Brasil, a estimativa é que surjam 600 mil novos casos do problema por ano.

Por esse motivo, é comum pessoas questionarem o que funciona de verdade para evitar tumores, e se isso é realmente algo possível. A resposta é sim, pelo menos em algumas situações, e vamos mostrar a seguir o que realmente é capaz de inibir a doença.

Drible os fatores de risco Para começo de conversa, é importante saber que, mesmo que faça “tudo certo” –ou seja, leve uma vida só com bons hábitos –, qualquer pessoa pode ter câncer um dia. “Isso porque a idade é o principal fator de risco isolado da doença”, explica Ademar Lopes, cirurgião oncológico e vice-presidente do A.C. Camargo Cancer Center.

Porém, de acordo com uma pesquisa realizada por cientistas da USP (Universidade de São Paulo) em parceria com a Universidade Harvard (EUA), cerca de 114 mil casos de câncer no Brasil seriam inibidos com mudanças no estilo de vida que combatem os principais fatores de risco da doença, entre elas estão:

  • Não fumar;
  • Não se expor excessivamente ao sol;
  • Não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados;
  • Manter-se no peso adequado e evitar a obesidade;
  • Ingerir ao menos cinco porções de frutas, legumes e verduras por dia;
  • Praticar exercícios regularmente (ao menos 150 minutos por semana).

Segundo Mônica de Assis, médica sanitarista do Inca (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva), com essas atitudes é possível evitar, por exemplo, o câncer de pele, o câncer de pulmão, o câncer de boca, o câncer de cólon e reto, o câncer de mama e câncer de colo de útero, que são doenças passíveis de prevenção primária –ou seja, que o combate está associado ao estilo de vida.

Exames que ajudam a evitar a doença

Segundo o Inca, a prevenção secundária do câncer consiste em detectar a doença previamente e tratá-la no início ou até antes mesmo de se tornar um tumor –o que na maioria dos casos é determinante para o sucesso do tratamento.

Para isso, os médicos recomendam que exames periódicos sejam feitos na população de maneira geral, como no caso de mulheres entre 25 e 64 anos, que devem realizar o papanicolau anualmente nos dois primeiros exames e, se ambos tiverem resultado negativo, passar a fazer o teste a cada três anos. Essa é a principal forma de identificar lesões no colo do útero causadas pelo HPV (papiloma vírus humano), que podem virar um tumor.

Já o câncer de cólon e reto (no intestino) pode ter sua incidência reduzida com exames para identificação precoce e tratamento dos pólipos, lesões que podem progredir para um câncer.

Sem falar dos já conhecidos exames de PSA e toque retal, que devem ser realizados regularmente pelos homens a partir dos 50 anos para a detecção do câncer de próstata; e a mamografia, que o Inca recomenda que seja feita anualmente pelas mulheres também após os 50 anos, para prevenção do câncer de mama.

Vacinas que previnem tumores

Sim, existe ainda a possibilidade de inibir a doença com imunizações. É o caso do câncer do colo do útero e do câncer de fígado. Para o primeiro, existe no SUS (Sistema Único de Saúde) a vacina contra HPV, que deve ser dada para meninos e meninas com idade entre 9 a 14 anos.

Já o câncer de fígado está associado à infecção pelo vírus da hepatite B, e a vacina é um importante meio de evitar o problema.

E a questão genética?

Segundo o Inca, são raros os casos de cânceres que ocorrem exclusivamente devido a questões hereditárias. No entanto, existem fatores genéticos que podem tornar algumas pessoas mais sensíveis à ação de agentes ambientais (cigarro, obesidade, álcool etc.) que causam câncer.

“Quando há história de câncer na família é possível fazer um aconselhamento genético”, recomenda Lopes. Isso significa ir a uma ou mais consultas com um geneticista ou oncogeneticista para identificar o possível risco de desenvolver tumores. Assim, se necessário, a pessoa pode iniciar um tratamento precoce para evitar a doença ou atenuar consequências mais graves.

Se existe o risco hereditário também é recomendado que os exames de detecção precoce sejam realizados muito mais cedo do que para o restante da população.

Vale ressaltar que, para boa parte dos cânceres, somente 5% a 15% dos casos são hereditários e, geralmente, as mutações no DNA das células que levam ao surgimento de tumores são adquiridas ao longo dos anos, devido a um estilo de vida inadequado.

Câncer é uma questão de falta de sorte?

Há alguns anos, um trabalho científico realizado por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins (EUA) levantou uma discussão se o câncer não seria apenas uma questão de falta de sorte.

No estudo, falou-se sobre a probabilidade de ocorrência de algum erro no momento da divisão celular –fenômeno que ocorre normalmente no nosso organismo ao longo de toda a vida –, gerando uma nova célula defeituosa.

Normalmente, nosso corpo é programado para reconhecer esses erros e destruí-los, mas, se esse mecanismo falhar, podemos ter a replicação dessa célula e a formação de um tumor. Há pessoas que nunca vão desenvolver alguns tipos de câncer apenas por seus bons hábitos, mas há pessoas que vão mesmo com um estilo de vida adequado. Na dúvida, para não contar só com a sorte, a recomendação é evitar se expor aos possíveis causadores.

“Sabemos que alguns vírus e hábitos elevam o risco da doença, mas o fato é que o conhecimento científico não consegue ainda explicar porque a presença de fatores ambientais e mesmo hereditários podem resultar em um câncer em alguns indivíduos e em outros, não” explica Almeida.

Portanto, é fundamental para a prevenção de tumores seguir a máxima de fazer exercícios regularmente, manter-se no peso ideal, realizar um check-up médico periódico, ter uma alimentação saudável, evitar o cigarro ou produtos ligados ao tabaco, maneirar no consumo de álcool e de alimentos ultraprocessados e proteger-se do sol.

Fontes: Mônica de Assis, médica sanitarista da Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede do Inca (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva); Liz Almeida, médica epidemiologista e chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do Inca; e Ademar Lopes, cirurgião oncológico e vice-presidente do A.C. Camargo Cancer Center.

Para ler na íntegra, acesse:
https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/08/08/treino-dieta-vacina-sorte-o-que-voce-realmente-ajuda-a-evitar-o-cancer.htm

***

Quer saber mais sobre o assunto?  Conheça o livro:

CÂNCER E PREVENÇÃO
Organizadores: Ricardo CaponeroArtur Malzyner
MG EDITORES



Voltado para leigos, este livro, escrito por uma equipe multidisciplinar, explica o que é câncer e como preveni-lo; aborda a prevenção primária por meio de cirurgias, medicamentos, alimentação adequada e hábitos saudáveis; esclarece sobre a importância do diagnóstico precoce; e fala sobre os principais tipos de tratamento existentes. Fundamental para pacientes, familiares, psicólogos, enfermeiros etc.

RICARDO CAPONERO AUTOGRAFA O LIVRO “A COMUNICAÇÃO MÉDICO-PACIENTE NO TRATAMENTO ONCOLÓGICO” EM SÃO PAULO

A MG Editores e a Livraria da Vila (Shopping JK Iguatemi) promovem no dia 28 de julho, terça-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro A comunicação médico-paciente no tratamento oncológico – Um guia para profissionais de saúde, portadores de câncer e seus familiares. O oncologista Ricardo Caponero, autor da obra, receberá os convidados na livraria, que fica na Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, SP.

Apesar de todos os avanços médicos e tecnológicos das últimas décadas, o câncer ainda é considerado tabu para a maioria das pessoas. Assim, quando o indivíduo se descobre portador da doença, por vezes depara com uma espécie de “conspiração do silêncio”, o que pode prejudicar o tratamento e provocar consequências psicológicas profundas. Por outro lado, a equipe médica nem sempre está preparada para transmitir ao paciente informações claras, precisas e verdadeiras. Partindo de uma experiência de mais de 30 anos na área, o oncologista Ricardo Caponero dispôs-se a criar um guia sobre como dialogar com esses pacientes. No livro, ele explica como estabelecer e manter uma comunicação respeitosa e franca e, ao mesmo tempo, efetiva e terapêutica.

Embora seja uma atividade comum e rotineira na área da saúde, a arte da comunicação assume um papel muito mais significativo em situações particulares em que a mobilização de grande quantidade de conteúdo emocional está em evidência. Na oncologia, ela se dá entre o profissional e um paciente que não gostaria de estar ali, que sabe que vai ouvir muitas coisas que não desejaria ouvir ou nega a doença que tem. Se a comunicação já apresenta dificuldades, nessas circunstâncias ela se torna ainda mais desafiadora.

Por isso, segundo Caponero, os oncologistas deveriam conhecer em profundidade os meandros da comunicação dinâmica, já que ela é parte fundamental do tratamento. “Os profissionais que participam do diagnóstico devem estar minimamente esclarecidos sobre a importância e o impacto que a comunicação exerce – tanto como alento quanto como sofrimento”, afirma.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1420/Comunica%C3%A7%C3%A3o+m%C3%A9dico-paciente+no+tratamento+oncol%C3%B3gico,+A

Comunicacao medico-paciente

RÁDIO UNESP ENTREVISTA ONCOLOGISTA AUTOR DA MG EDITORES

Ouça entrevista da Rádio UNESP com Ricardo Caponero, autor da obra A comunicação médico-paciente no tratamento oncológico:
http://podcast.unesp.br/perfil-17072015-ricardo-caponero-entrevista-2330

Ricardo CaponeroGraduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Caponero é especialista em Oncologia pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc) e em Cancerologia Clínica pela Associação Médica Brasileira (AMB), além de mestre em Oncologia Molecular pelo Centro de Investigaciones Oncológicas de Madri, Espanha. Membro da American Society of Clinical Oncology (Asco), da European Society for Medical Oncology (Esmo), da Multinational Association of Supportive Care in Cancer (Mascc), da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc), da Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia (SBPO) e da Associação Brasileira de Cuidados Paliativos (ABCP), é ex-presidente e atual diretor científico dessa última instituição. Atua como oncologista na Clinonco – Clínica de Oncologia Médica, em São Paulo. É ainda coautor do livro Câncer e prevenção, também da MG editores.

‘SILÊNCIO PODE PREJUDICAR TRATAMENTO DE PACIENTES COM CÂNCER’

.
Rádio CBN entrevista o oncologista Ricardo Caponero, mestre em Oncologia Molecular e autor do livro A comunicação médico-paciente no tratamento oncológico.
Ouça:

……………

……
Conheça o livro:

50113A COMUNICAÇÃO MÉDICO-PACIENTE NO TRATAMENTO ONCOLÓGICO
Um guia para profissionais de saúde, portadores de câncer e seus familiares
Autor: Ricardo Caponero
MG EDITORES

Apesar de todos os avanços médicos e tecnológicos das últimas décadas, o câncer ainda é considerado tabu para a maioria das pessoas. Assim, quando o indivíduo descobre-se portador da doença, por vezes depara com uma espécie de “conspiração do silêncio”, o que pode prejudicar o tratamento e provocar consequências psicológicas profundas. Por outro lado, a equipe médica nem sempre está preparada para transmitir ao paciente informações claras, precisas e verdadeiras. Partindo de uma experiência de mais de 30 anos com pacientes oncológicos, Ricardo Caponero explica aqui como estabelecer e manter uma comunicação respeitosa e franca com o portador de câncer. Além de ensinar técnicas que ajudam na transmissão de informações – quase sempre difíceis –, ele aborda a comunicação como forma de tratamento, os entraves a ela, as possíveis soluções e os aspectos legais ligados ao exercício da medicina. Porém, acima de tudo, quebra a aridez do tema relatando histórias verídicas de confiança, entrega e encontro.

MAPEAMENTO REVELA QUE MORTES POR CÂNCER VOLTARAM A CRESCER NO BRASIL

Nesta quinta-feira, dia 27 de novembro, é o Dia Nacional de Combate ao Câncer. De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), estima-se que o Brasil terá 576 mil novos casos de câncer entre 2014 e 2015. No mundo, houve um aumento de 20% na incidência da doença na última década. Até 2030, são esperados mais 27 milhões de novos casos.

O número de mortes por tipos de câncer mais agressivos aumentou no país, depois de anos em queda, revela mapeamento da doença realizado pelo Inca. Entre as mulheres, o câncer de mama é o que mais mata. Já, entre os homens, o principal vilão é o tumor no pulmão. Quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maiores são as chances de cura da doença.

O mapeamento mostra que entre os homens a taxa de mortalidade por câncer de brônquios e de pulmão estava em queda desde 2004, mas voltou a subir em 2012. Em dez anos, o número de mortes subiu 32%. Nas mulheres, o câncer de mama é o que mais mata e o de pulmão vem em segundo lugar. O índice de mortalidade das duas doenças cresceu de 2009 a 2012.

Segundo o instituto, em 2015 a previsão é de aproximadamente 576 mil casos novos da doença no país. O câncer de pele é o tipo com mais casos no Brasil, mas não é o que mais mata (182 mil casos novos).

Se você quer saber mais sobre o assunto, conheça o livro Câncer e prevenção, da MG Editores:

50102CÂNCER E PREVENÇÃO
Organizadores: Ricardo Caponero, Artur Malzyner

Voltado para leigos, este livro, escrito por uma equipe multidisciplinar, explica o que é câncer e como preveni-lo; aborda a prevenção primária por meio de cirurgias, medicamentos, alimentação adequada e hábitos saudáveis; esclarece sobre a importância do diagnóstico precoce; e fala sobre os principais tipos de tratamento existentes. Fundamental para pacientes, familiares, psicólogos, enfermeiros etc.

 

‘QUAL A REAÇÃO A UM DIAGNÓSTICO DE CÂNCER?’


Pesquisa mostra que 70% pensam em morte e desespero; nervosismo impede esperança na possibilidade de cura 

Quando estava grávida de seis meses, Renata Berzoini, 38 anos, descobriu que tinha um tumor na mama. O obstetra que também é mastologista notou algo estranho no seio e pediu exames. “Fui ver como estava o bebê e recebi uma notícia destas. Pânico total. Só pensava que precisava cuidar dos meus filhos e que não podia morrer”, disse Renata.

Ela fez quimioterapia durante a gravidez e não amamentou Gustavo, hoje com 1 ano e quatro meses. Durante os exames para a cirurgia, no entanto, ela teve uma notícia ainda mais assustadora: tinha um tumor da bacia e metástase óssea. “Descobri da pior maneira possível, numa sexta-feira, ao ler a palavra metástase no exame. Fiquei completamente desesperada”, disse.

A reação de Renata – que segue em tratamento – ilustra o resultado de um estudo que perguntou a 443 pessoas com câncer qual foi o primeiro pensamento ao serem  informados do diagnóstico da doença. Medo, desespero e morte são as palavras que vêm à cabeça de pacientes quando é dada a fatídica notícia de que há um câncer no corpo. Especialistas afirmam que em geral o paciente pouco consegue atentar às informações passadas, muito menos aos próximos procedimentos. O raciocínio fica apenas na palavra maldita que buzina sem parar.

No estudo realizado pela Oncoguia no ano passado, 70% relataram ter pensamentos negativos e apenas 30% pensaram na cura, fé e superação. Entre os pessimistas, 88 pessoas afirmaram pensar em desespero, 85 morte, 49 ficaram em choque, outros 49 sentiram medo, 21 pensaram em tristeza e 13 em dúvida.

“Infelizmente, a gente ainda tem este peso na palavra câncer. Vemos que em geral a pessoa desaba logo após a notícia e precisa de um segundo momento para se recuperar e para saber quais são os próximos passos”, diz a psico-oncologista e presidente do Instituto Oncoguia Luciana Holtz. Ela afirma que se o médico, ao contar o diagnóstico, disser tumor e não câncer, o paciente não se assusta porque não se dá conta do que é. Mas, quando o médico pronuncia câncer, a reação tende a ser de desespero.

A onco-psicóloga afirma que a falta de conhecimento e o fato de a maioria das pessoas relacionar o câncer a morte gera mais desespero que o necessário. “No ano passado fizemos uma pesquisa onde foram ouvidas mais de 2 mil pessoas. Sessenta por cento respondeu que câncer é a doença que mais mata e sabemos que isto não é verdade”, disse. No Brasil e em todo o mundo, doenças cardiovasculares são as que mais matam.

Renata lembra até hoje que a notícia do câncer de mama foi numa quarta  e a confirmação do diagnóstico num sábado, e que o diabnóstico da metástase foi lido numa sexta-feira. “Senti muito medo. Cheguei até a negar, mas encarei tudo muito rápido.Acho que se não estivesse grávida e não tivesse o meu filho mais velho talvez não tivesse segurado a barra tão rápido”, diz a gerente financeira que afirma que quer viver até os 90 anos.

Péssima notícia 

Em um estudo da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP, a enfermeira Talitha Bordini de Mello constatou que a escolha das palavras e o local onde é feita a comunicação influenciam muito sobre compreensão sobre a doença. “A comunicação influencia muito o jeito como a doença repercute na vida das pessoas”, explica.

Thalita entrevistou 24 mães do setor de oncologia pediátrica do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, mulheres que enfrentavam a pior notícia de suas vidas. De acordo com Thalita, uma mãe chegou a relatar que era como se tivessem dado a sentença de morte do filho.

“Elas recebem uma notícia muito difícil e vinculam isso logo à morte. Mas percebi que mesmo quando o tratamento é difícil, ou quando não tem cura, mesmo assim elas continuam com esperança”, disse.

Pensar no pior contraria os dados do sucesso do tratamento contra a doença. Em crianças, a curabilidade do câncer no Brasil chega a 70%. “Por isso é importante que a notícia seja dada por um médico próximo, com informações claras, que possa responder a todas as dúvidas e que dê um direcionamento. Não existe receita, mas algumas regras precisam ser cumpridas“, diz.
.
Matéria de Maria Fernanda Ziegler, publicada originalmente no Portal iG, em 18/03/2014. Para lê-la na íntegra, acesse: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-03-18/qual-a-reacao-a-um-diagnostico-de-cancer.html

***

Quer saber mais sobre psico-oncologia? Conheça alguns livros do Grupo Summus sobre o assunto:

20536HISTÓRIAS QUE CURAM 
Conversas sábias ao pé do fogão
Esta é uma obra de reflexão e de histórias sobre pessoas, contadas em tom intimista, como as antigas conversas nas mesas de cozinha, ao pé do fogão. Rachel N. Remen é médica e terapeuta, especializada em psico-oncologia e tem outro livro publicado pela Summus, O paciente como ser humano.
Rachel Naomi Remen

10642PSICO-ONCOLOGIA
Caminhos e perspectivas
Nesta obra, a psico-oncologia é abordada por meio de três diferentes referenciais teóricos: psicanalítico, fenomenológico e sistêmico. Além disso, apresenta trabalhos realizados com crianças e adultos com câncer, familiares e profissionais de saúde. Destinado a psicooncologistas, estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde.
Carmen M. Bueno Neme

 

10665RESGATANDO O VIVER 
Psico-oncologia no Brasil
Maria Margarida M. J. de Carvalho
Um livro que oferece alguns modelos de atendimento psicológico ao paciente de câncer, em serviços hospitalares de psico-oncologia e em grupos de apoio particulares. Os relatos, provenientes de diferentes partes do Brasil, são depoimentos ao mesmo tempo didáticos e emocionantes, facilitando a leitura e envolvendo fortemente o leitor. A organizadora, Maria Margarida M. J. de Carvalho, é conselheira do CORA (Centro Oncológico de Recuperação e Apoio).

 

10383TEMAS EM PSICO-ONCOLOGIA
Vicente A. de Carvalho, Rita de Cássia Macieira, Regina Paschoalucci Liberato, Maria Teresa Veit, Maria Julia Kovács, Maria Jacinta Benites Gomes, Maria Helena Pereira Franco, Luciana Holtz de C. Barros
Nesta obra de referência, endossada pela Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia, diversos especialistas discutem a abrangência e as especificidades da psico-oncologia, bem como a transdisciplinaridade de sua abordagem. Falam também de seus aspectos psicossociais e dos diversos tipos de tratamento, bem como de bioética e pesquisa de ponta.

 

Para ver todos os livros do Grupo que abordam o tema, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/c%C3%A2ncer/all/0

ONCOCHECKUP: SAIBA COMO E QUANDO FAZER EXAMES PARA PREVENÇÃO DO CÂNCER

90% dos cânceres são curados quando detectados em estágio inicial; oncologistas recomendam que, se há casos na família, os exames sejam feitos 15 anos antes

Como se sabe, o maior fator de risco para se ter um câncer é a idade avançar, o que explica boa parte do aumento dos casos no País. Mas, o que fazer enquanto isso? Não basta só torcer para que a doença passe longe. É possível, sim, se precaver.

Além de cuidar da alimentação e evitar maus hábitos como o fumo e o sedentarismo, o indicado é procurar um médico. Exames periódicos, chamados de oncocheckup, são necessários para afastar qualquer suspeita – e detectar qualquer alteração precocemente, já que muitos cânceres são silenciosos e vêm à tona apenas quando estão em estágio mais avançado.

“A pessoa tem que procurar um bom médico – um que converse bastante com o paciente, que fique com ele ao menos por uns 30 minutos e o examine dos pés à cabeça. E, com base nos fatores de risco da pessoa, o médico deve pedir os exames apropriados”, recomenda Ademar Lopes, cirurgião oncológico e vice-presidente do Hospital A.C. Camargo Cancer Center.

A hora certa de começar

Para as mulheres, o exame de papanicolau deve ser feito anualmente desde o início da vida sexual, já que detecta casos de câncer de colo do útero. A mamografia deve entrar no calendário a partir dos 35 anos. “Se fizermos diagnóstico precoce e tratamento apropriado, podemos curar 90% dos casos de câncer, a baixo custo e sem mutilação. Se for esperar identificar pelo exame de toque, o estágio já estará avançado”, explica Lopes.

No caso dos homens, o exame de toque que detecta o câncer de próstata deve ser feito anualmente a partir dos 45 anos.

Homens e mulheres devem fazer a colonoscopia a partir dos 50 anos. O exame, que detecta câncer no intestino, deve ser feito a cada cinco anos. “Quase 100% dos cânceres no intestino vem de um pólipo, que é uma verruguinha pedindo para ser retirada. O mais importante é que a pessoa portadora desses pólipos não sente nada”, explica Lopes, alertando para a detecção precoce. “Se o indivíduo já teve casos na família também, deve fazer os exames a cada 3 ou 4 anos. Se alguma alteração foi detectada, ele deve fazer o exame anualmente”, completa.

Em todos os tipos de câncer, o início dos cuidados deve ser antecipado se houver casos na família. A recomendação do vice-presidente do Hospital A. C. Camargo é que os exames comecem a ser feitos quando a pessoa tiver 10 ou 15 anos a menos do que tinha o familiar quando descobriu a doença. Isso significa que, se a mãe da paciente teve câncer de mama aos 40, ela deve fazer mamografia a partir dos 25, 30 anos de idade.

Atenção: alguns cânceres não têm diagnóstico precoce

Apesar de o oncocheckup ajudar na precaução e no adiantamento do diagnóstico, existem cânceres que burlam essa lógica. O câncer de pulmão, por exemplo, não é detectável ainda no começo, assim como o de pâncreas e ovários. Quando aparecem, já estão avançados.

A leucemia é outro exemplo. Surge do nada. A pessoa pode fazer um exame de sangue em um mês e estar com todos os resultados normais e, no mês seguinte, ser diagnosticada com a doença. “Não existe um exame que antecipe o diagnóstico. O anúncio são os sintomas como febre persistente, sangramento e cansaço”, explica Gilberto Colli, hematologista do Hospital do Câncer de Barretos. “A partir daí, um exame clínico e um hemograma confirmam a suspeita. A leucemia pode surgir de uma hora para a outra, independente se é criança, jovem ou idoso.”

Hereditariedade

Não basta ter tido um parente com câncer para concluir que é algo hereditário. Apenas de 8% a 10% dos cânceres são hereditários e um exame genético detalhado é capaz de identificar essa mutação de genes, para que a prevenção e identificação seja feita ainda cedo.

“Em alguns casos, se for identificado uma chance de ter câncer no intestino por razões genéticas, até uma cirurgia preventiva pode ser feita”, explica Sérgio Serrano, vice-diretor clínico do Hospital do Câncer de Barretos.

Nos casos de familiares que tiveram câncer a partir dos 50 anos, os descendentes, via de regra, não devem se preocupar com hereditariedade. O surgimento da doença, nesse caso, é creditado à idade, maus hábitos e outros fatores. Mas compensa, sempre, relatar ao médico e fazer o oncocheckup.

Prevenção é o melhor remédio

De qualquer forma, a prevenção é a saída mais concreta quando o assunto é câncer. Manter um estilo de vida saudável, fugir do sedentarismo e ter uma dieta rica em antioxidantes, que ‘reparam’ as células que sofreram mutação durante o dia, é a melhor forma de lutar para que essa doença se mantenha longe.

“Não fumar, não beber, se proteger contra o HPV, alimentar-se bem, não se expor excessivamente ao sol, manter um estilo de vida tranquilo com alimentos mais naturais e crus é muito importante”, explica Hezio Jadir Fernandes Junior, diretor do Instituto Paulista de Cancerologia.

E, claro, não se esquecer de manter os exames em dia. “O problema acontece quando a pessoa faz o oncocheckup, sai tranquila e demora muito para voltar no médico de novo. Essa falsa sensação de segurança abre portas para cânceres silenciosos crescerem e não serem detectados no estágio em que já poderiam ser, dificultando a cura”, conclui Serrano.

 

Matéria de Elioenai Paes, publicada originalmente no iG São Paulo, em 18/01/2014. Para lê-la na íntegra, acesse: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-01-18/oncocheckup-saiba-como-e-quando-fazer-exames-para-prevencao-do-cancer.html

***

Quer saber mais sobre o assunto? Conheça o livro “Câncer e prevenção”, da Ágora, organizado pelos médicos oncologistas Ricardo Caponero e Artur Malzyner:

50102

 

Voltado para leigos, este livro, escrito por uma equipe multidisciplinar, explica o que é câncer e como preveni-lo; aborda a prevenção primária por meio de cirurgias, medicamentos, alimentação adequada e hábitos saudáveis; esclarece sobre a importância do diagnóstico precoce; e fala sobre os principais tipos de tratamento existentes. Fundamental para pacientes, familiares, psicólogos, enfermeiros etc.

 

 

 

 

Para conhecer o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1350/C%C3%A2ncer+e+preven%C3%A7%C3%A3o

CÂNCER DE MAMA: MAMOGRAFIA E EXAME CLÍNICO REDUZEM TAXA DE MORTALIDADE

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres. Em 2012, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), foram estimados 52.680 novos casos no Brasil. Em 2013, esse número deve chegar a 60 mil. A expectativa é de que uma em cada 7 mulheres tenha câncer de mama ao longo da vida. A prevenção continua sendo a principal aliada das mulheres na luta contra a doença.

Embora seja uma prática bastante indicada para detectar grandes nódulos, o autoexame não é mais recomendado como método preventivo. Isso porque ele implica um diagnóstico mais tardio do que os obtidos com exames de imagem. A sensibilidade de equipamentos como a mamografia e o ultrassom das mamas, por exemplo, permite detectar nódulos de dimensões tão pequenas quanto 0,2 ou 0,3 cm, que seriam imperceptíveis ao toque. Um estudo do Plano de Seguro-Saúde da Grande Nova York (HIP, em inglês) mostrou uma diminuição de 30% nos casos de morte nas mulheres submetidas ao rastreamento.

“Nessa área da medicina, o diagnóstico precoce é diretamente relacionado com o sucesso do tratamento. Com métodos mais sensíveis conseguimos diagnosticar com muita frequência casos que iriam ameaçar a saúde da mulher apenas muito mais tarde”, afirma o oncologista Artur Malzyner, organizador do livro Câncer e prevenção, lançado recentemente pela MG Editores. Na obra, Malzyner explica que o diagnóstico precoce em oncologia visa reduzir o risco de morte e possibilitar tratamentos com menor probabilidade de sequelas e outras complicações.

A partir dos 40 anos as mulheres devem ser submetidas a exames clínicos (palpação) feitos por médico ou enfermeiros treinados para detectar tumores superficiais de até 1 cm. O exame mamográfico (radiografia capaz de detectar nódulos pequenos de poucos milímetros) é indicado a cada dois anos a mulheres de 50 a 69 anos. Para mulheres consideradas de alto risco recomendam-se os exames anuais a partir dos 35 anos. 

Câncer e prevenção

Voltado para leigos, o livro Câncer e prevenção foi escrito por uma equipe multidisciplinar. A obra explica o que é câncer e como preveni-lo; aborda a prevenção primária por meio de cirurgias, medicamentos, alimentação adequada e hábitos saudáveis; esclarece sobre a importância do diagnóstico precoce; e fala sobre os principais tipos de tratamento existentes. Conteúdo fundamental para pacientes, familiares, psicólogos e enfermeiros.

 

 

AUTORES DO LIVRO “CÂNCER E PREVENÇÃO” AUTOGRAFAM NA LIVRARIA CULTURA, EM SÃO PAULO

A MG Editores, a Clinonco e a Livraria Cultura do Conjunto Nacional promovem no dia 11 de setembro, quarta-feira, das 18h30 às 21h30, o lançamento do livro Câncer e prevenção. Os organizadores da obra, os oncologistas Artur Malzyner e Ricardo Caponero, e os autores recebem os convidados no piso térreo da livraria, que fica na Avenida Paulista, 2073, São Paulo.

Estima-se que surgiram mais de 500 mil novos casos de câncer no Brasil em 2012. Considerada a segunda causa de morte no mundo, ficando atrás apenas dos problemas cardiovasculares, a doença ainda é um enigma para a maioria das pessoas. Apesar do maior acesso à informação, inúmeras dúvidas continuam cercando o assunto. Para ajudar pacientes com câncer e familiares a prevenir e enfrentar a doença, uma equipe multidisciplinar composta por especialistas da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica, uma das pioneiras em oncologia no país e referência no tratamento humanizado, reuniu informações fundamentais sobre o tema, em linguagem simples e direta. O resultado está no livro Câncer e prevenção.

Dividida em quatro partes – “Noções gerais sobre a doença”, “Prevenção primária: é possível evitar a ocorrência do câncer?”, “Diagnóstico precoce” e “Tratamento” -, a obra aborda o câncer em todas as suas dimensões, desmistificando a doença e conscientizando a população acerca da importância de preveni-la.

Os autores tratam de assuntos como fatores de risco, alimentação e vida saudável, conduta durante o tratamento, fatores genéticos e importância do apoio clínico e psicológico ao paciente. Também tratam de questões polêmicas, como o uso de forno de micro-ondas, telefones celulares e potes plásticos e as cirurgias preventivas, como a feita nas mamas pela atriz Angelina Jolie e as que evitam o câncer de intestino e de ovário.

Cerca de 30% a 40% de todos os cânceres podem ser prevenidos com alimentação e estilo de vida mais saudáveis. Por isso, os autores chamam a atenção para a importância de focar a saúde, e não o câncer, e listam todas as possibilidades para quem deseja prevenir o mal. O estresse tem sido apontado como um fator desencadeante de câncer, visto que pode levar à exaustão física e emocional. Entretanto, estudos demonstram que mais importante que o fator estressante é a forma como se lida com ele.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//C%C3%A2ncer+e+preven%C3%A7%C3%A3o