‘UM CURRÍCULO PARA UMA PRIMEIRA INFÂNCIA DIVERSA’

Da coluna de Claudia Costim, publicada na Folha de S. Paulo, em 05/02/2019

A criança pequena aprende observando, experimentando e, sobretudo, brincando

Há um consenso internacional hoje de que o investimento na primeira infância é não apenas um imperativo ético como a melhor e mais efetiva política pública para garantir resultados sociais em diferentes áreas como segurança pública, saúde e educação.

Não por acaso, entre as metas associadas ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4, referente à qualidade da educação, há uma específica sobre o tema que estabelece que os 194 países signatários lograrão, até 2030, “assegurar a todos os meninos e meninas acesso a programas de primeira infância de qualidade, inclusive educação pré-escolar”.

Nessa etapa, o desenvolvimento do cérebro ocorre de forma acelerada e aprender torna-se quase uma obsessão, desde que assegurado um ambiente afetivo e saudável e que o processo de aprendizado seja conduzido de forma lúdica. A criança pequena aprende observando, experimentando e, sobretudo, brincando.

Escrevo esta coluna aqui de Roraima, sob o impacto do lançamento do currículo de educação infantil de Boa Vista. Vim com pesquisadores internacionais que vieram ver “in loco” como a cidade, que investiu muito em atenção à saúde da gestante, visitação domiciliar para aconselhar jovens mães em áreas de vulnerabilidade, estrutura a aprendizagem das crianças em creches e pré-escolas.

O resultado é surpreendente para uma cidade de nível socioeconômico baixo que, além de manter várias escolas indígenas, vê entrar a cada dia cerca de 700 pessoas oriundas da tragédia venezuelana e que conta com alunos daquele país em todas as escolas públicas.

O currículo, traduzido da Base Nacional Comum Curricular, traz uma visão contemporânea e baseada em evidências científicas das aprendizagens que bebês e crianças pequenas deveriam ter nessa fase.

Entre elas, uma ênfase grande nas competências socioemocionais, como empatia, persistência, resiliência, criatividade e autonomia. Incluem também objetivos que remetem a atividades como contação de histórias, escolha de atividades em cantos de ciências ou matemática, resolução de problemas em times e livre brincar.

O currículo foi elaborado a partir de oficinas realizadas com diretores de escolas, professores, familiares e até alunos. Partindo do que pesquisas meticulosas revelaram sobre o que funciona com a faixa etária e sobre a atual situação de aprendizagem na cidade, o engajamento de todos os envolvidos na sua elaboração certamente possibilitará um processo suave de implementação.

Mas o que dá maior garantia de avanço na primeira infância na cidade é a centralidade do tema na agenda das principais autoridades do município e a celebração da diversidade. Que assim permaneça!

Claudia Costin
Diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, da FGV, e ex-diretora de educação do Banco Mundial.

Leia na íntegra acessando (restrito a assinantes do jornal ou do UOL): https://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudia-costin/2019/02/um-curriculo-para-uma-primeira-infancia-diversa.shtml

***

Para saber mais sobre o tema conheça os livros da coleção Imaginar e Criar na Educação Infantil, organizada por Daniele Nunes Henrique Silva:

 

IMAGINAÇÃO, CRIANÇA E ESCOLA
Autora: Daniele Nunes Henrique Silva
SUMMUS EDITORIAL

Partindo das contribuições da perspectiva histórico-cultural de Vygotsky, este livro analisa os processos que configuram a imaginação infantil e mostra como o espaço escolar influencia o imaginário das crianças pequenas. Além de discutir o modo como as políticas educacionais tematizam os processos criativos e estéticos e qual é a repercussão dessas diretrizes na prática pedagógica, a autora apresenta situações de sala de aula em que se manifestam as atividades criadoras das crianças em idade pré-escolar e examina como elas se organizam nas dinâmicas interativas professor-aluno e aluno-aluno. Daniele Nunes reflete ainda sobre a importância do faz de conta, do desenho e da narrativa no desenvolvimento infantil e mostra como as próprias crianças pensam e sentem o ato de imaginar na escola, indicando que imaginação e pensamento não são processos excludentes; ao contrário, encontram-se interligados e interdependentes. Ao final de cada capítulo, o leitor recebe sugestões de atividades que podem ser experimentadas em sala de aula.

 

CORPO, ATIVIDADES CRIADORAS E LETRAMENTO
Autores: Marina Teixeira Mendes de Souza Costa,‎ Flavia Faissal de Souza e‎ Daniele Nunes Henrique Silva
SUMMUS EDITORIAL

Fundamentado na perspectiva histórico-cultural, este livro pretende ampliar a discussão sobre o papel do corpo nas práticas de letramento, tomando como ponto de partida as atividades criadoras na infância. Para isso, as autoras construíram um modo particular de organizar tais atividades, considerando o faz de conta e a narrativa atividades não gráficas e o desenho e as primeiras elaborações escritas atividades gráficas. Essa forma inovadora de apresentar as atividades da infância permite ao leitor redefinir seu “posto de observação”, ampliando as possibilidades de compreensão das produções infantis no espaço escolar. A exposição de situações do cotidiano de sala de aula aproxima as autoras dos leitores mais acostumados com o dia a dia da educação infantil. Assim, elas nos convidam a olhar com mais cuidado para a centralidade que o corpo assume nos processos de leitura e escritura no espaço da educação infantil: o corpo narra, cria, brinca, desenha e escreve.

 

VAMOS BRINCAR DE QUÊ?
Autores: Fabrício S. Dias Abreu e‎ Daniele Nunes Henrique Silva
SUMMUS EDITORIAL

As análises tecidas aqui, tendo como eixo teórico a perspectiva histórico-cultural, buscam subsidiar a prática de professores no que tange às expressões infantis em que a imaginação e a criação estão presentes. O livro traz sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas na sala de aula. Prefácio de Ana Luiza Smolka.

‘CASTIGOS FÍSICOS NA INFÂNCIA ESTÃO LIGADOS A TRANSTORNOS NA FASE ADULTA’

Uso de palmadas é reprovado  por especialistas; não há indícios de que essas punições possam fazer bem

Nem a ciência nem a Lei da Palmada foram suficientes para convencer boa parte dos pais e cuidadores de que castigos físicos não têm valor educativo, abrem feridas no psiquismo, prejudicam o desenvolvimento e devem, portanto, ser abolidos de vez.

Embora não existam dados posteriores à aprovação da lei, em 2014, especialistas dizem que a ideia da punição física com fins educativos continua arraigada na sociedade brasileira e, portanto, é uma realidade difícil de mudar.

O método pode aparentar eficácia instantânea, porque diante de uma surra ou um tapa a criança tende a interromper o comportamento indesejável, mas não funciona a longo prazo. “É um adestramento, a submissão total”, diz a psicanalista Isabel Kahn, professora na área de infância e família da PUC-SP.

A comunidade científica vem estudando a ligação entre as surras e problemas de saúde mental na vida adulta, e os trabalhos ajudaram a embasar a decisão de 53 países de proibir o castigo físico, incluindo o Brasil.

Uma pesquisa recente publicada no periódico da Sociedade Internacional para Prevenção ao Abuso e à Negligência Infantil concluiu que adultos que apanhavam na infância corriam maior risco de fazer uso abusivo de álcool e de drogas e tinham mais probabilidade de tentar o suicídio.

Foram ouvidos 8.300 adultos da Califórnia, que responderam perguntas sobre situações adversas na infância e saúde mental na vida adulta.

Um trabalho de 2016 no Journal of Family Psychology, analisou dados de 160 mil participantes ao longo de 50 anos e concluiu que as surras não apenas não levam a bom comportamento como estão relacionadas a uma ampla gama de indicadores negativos, incluindo, mais uma vez, prejuízos à saúde mental.

O pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP Renato Alves diz que as pesquisas não permitem estabelecer uma relação de causa e efeito. Por outro lado, nenhum estudo concluiu que bater melhora o desenvolvimento da criança ou a saúde física ou mental.

“É preocupante porque muita gente diz que apanhou e é um cidadão de bem. O problema desse raciocínio é que se pega o exemplo particular e o generaliza”, afirma Alves.

Nos EUA, onde as pesquisas foram realizadas, surras com fins educativos são moeda corrente e liberadas inclusive em escolas públicas de muitos estados.

No Brasil, um levantamento feito em 2010 pelo NEV revelou que 20% dos entrevistados haviam sido punidos fisicamente e de forma regular na infância. O índice dos que apanharam ao menos uma vez foi bem mais alto (70%).

FALTA DE CONVERSA

A advogada Marília (nome fictício), 32, diz que apanhou poucas vezes da mãe, mas sempre de forma muito agressiva. “Ela quebrou um dedo meu quando eu tinha 15 anos porque fui a uma matinê sem permissão.”

A advogada diz que não tem filhos porque teme ser para eles a péssima mãe que sua mãe foi, mas acredita que dava motivos para apanhar –de forma leve. Ela mesma diz ter dado uns “corretivos” no irmão menor. “Fui uma adolescente inconformada, respondona. Quando eu tinha 12, 13 anos, eu devia mesmo ter levado uma palmada, um puxão de orelha.”

Segundo a psicóloga e psicanalista Juliana Wierman, coordenadora da psicoterapia infantil do Prove (Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência) da Unifesp, muitos pais que apanharam quando pequenos repetem a atitude com os filhos. “Uns acreditam que é a maneira correta de educar e outros não sabem agir de outra forma –e se culpam por isso.”

Para ela, é preciso mudar a crença de que a conversa não funciona para inibir atitudes impróprias. “Resolve, sim, se vai sendo estabelecida desde cedo. Há diferença entre ser firme e ser violento. Tem que explicar o motivo, ser firme com carinho”, diz.

Já a cabeleireira Meire Gomes, 47, que apanhava quase diariamente dos avós e dos tios, decidiu fazer tudo diferente quando se tornou mãe.

“Eu converso com eles sobre tudo e tento entender a razão de estarem rebeldes. Não quero que sofram o que eu sofri. Eu me sentia envergonhada e culpada, porque tudo era motivo para apanhar”. Ela é mãe de um menino de 8 e um rapaz de 19 anos.

Segundo as psicanalistas, castigos físicos frequentes podem causar na criança sentimentos de pouca valia e levá-la a ver o mundo como um lugar ameaçador, além de passar a ideia de que é legítimo impor a vontade pela força.

Elas também podem reproduzir o lugar de vítima em outras relações. “Vemos isso com crianças que foram vítimas de abuso sexual, que quando recebem carinho ficam desconfiadas. Também há crianças que foram abusadas e se tornam abusadoras”, afirma Wierman.

Texto parcial de matéria de Rachel Botelho, publicada originalmente na Folha de S. Paulo, em 06/03/1966.  Para ler na íntegra, acesse: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/03/castigos-fisicos-na-infancia-estao-ligados-a-transtornos-na-fase-adulta.shtml

………………….
***

……………………
Para saber mais sobre o tema, conheça:

COMO EDUCAR SEM USAR A VIOLÊNCIA
Autora: Dora Lorch
SUMMUS EDITORIAL

Toda criança precisa compreender o mundo em que vive, e pais e educadores devem fornecer exemplos diários de boa conduta e agir de maneira coerente com o que dizem. Mas muitos optam pela violência e pela humilhação para “ensinar”. Agindo assim, criam seres humanos sem capacidade crítica e também violentos. Usando a psicologia para falar de birras, medos, mentiras, vergonha, inconsciente e brincadeiras, a autora constrói um singelo manual de boas maneiras – para os pais. Prefácio de Ruth Rocha.

‘É BRINCADEIRA, VIU?’

Vocês sabiam que cada vez menos as crianças têm brincado livres, ao ar livre?

E que cada vez mais têm ficado dentro de casa, vendo TV, jogando video game ou cuidando dos irmãos?

Brincar não é brincadeira. É parte fundamental do desenvolvimento da criança.

É tão importante que é instintivo, como querer andar.

Todos os animais brincam. As formigas, os golfinhos e os seres humanos.

E quanto mais inteligentes, mais brincam. Os golfinhos brincam mais que as formigas. Os seres humanos brincam mais que os golfinhos.

Existem muitas evidências da importância de brincar.

  • Crianças que brincam mais na pré-escola têm melhores notas ao longo do percurso escolar.
  • Crianças que brincam mais aprendem a perseverar, a controlar a atenção (foco) e a dominar as emoções.
  • Uma vida adulta feliz é propiciada principalmente pela saúde emocional que temos na infância. Em seguida, pelo comportamento social, e só depois pelo desempenho acadêmico.
  • Brincar estimula o crescimento dos nervos da amígdala (emoções), promove o desenvolvimento do córtex pré-frontal (cognição) e da maturidade emocional e aumenta a capacidade de decisão.

É, não é brincadeira mesmo, e tem muito mais. Brincar

  • aumenta a autopercepção, a autoestima e o autorrespeito;
  • melhora e mantém a saúde física e mental;
  • dá a oportunidade de se socializar com crianças diferentes;
  • promove a criatividade, a imaginação e a independência;
  • constrói resiliência através do enfrentamento dos riscos e desafios e da necessidade de solucionar problemas e de lidar com o novo;
  • dá a oportunidade de aprender a conhecer o ambiente e a comunidade;
  • previne acidentes: quanto mais eu brinco, menos me machuco.
  • E se você, adulto, brincar junto, ganha tudo isso também!

Artigo de Priscila Cruz, publicado originalmente no UOL Educação em 06/04/2016. Para acessá-lo na íntegra, clique em http://educacao.uol.com.br/colunas/priscila-cruz/2016/04/06/e-brincadeira-viu.htm

***

Sugestões de leitura para os professores que querem se aprofundar na importância do brincar no desenvolvimento infantil:
……………………..

10994VAMOS BRINCAR DE QUÊ?
Cuidado e educação no desenvolvimento infantil
Organizadores: Fabrício Santos Dias de Abreu e Daniele Nunes Henrique Silva
Coleção Imaginar e Criar na Educação Infantil

A obra foi estruturada com o objetivo de problematizar com docentes as ações do brincar que emergem no cotidiano escolar, e o seu papel essencial para o desenvolvimento da criança. A leitura organiza-se em um formato mais dinâmico, no qual, com base em uma proposta teórico-prática, busca-se fomentar nos professores um olhar mais sensível para a infância e suas produções. As análises tecidas pelos autores, tendo como eixo teórico a perspectiva histórico-cultural, buscam subsidiar a prática de professores no que tange às expressões infantis em que a imaginação e a criação estão, majoritariamente, presentes. Vale salientar que o livro traz sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas na sala de aula. Prefácio de Ana Luiza Smolka, grande especialista em Vigotski.
…………

10799IMAGINAÇÃO, CRIANÇA E ESCOLA
Autora:
Daniele Nunes Henrique Silva
Coleção Imaginar e Criar na Educação Infantil

Partindo das contribuições da perspectiva histórico-cultural de Vygotsky, este livro analisa os processos que configuram a imaginação infantil e mostra como o espaço escolar influencia o imaginário das crianças pequenas. A autora apresenta aqui situações de sala de aula em que se manifestam as atividades criadoras das crianças em idade pré-escolar e examina como elas se organizam nas dinâmicas interativas professor-aluno e aluno-aluno. Daniele Nunes reflete ainda sobre a importância do faz de conta, do desenho e da narrativa no desenvolvimento infantil e mostra como as próprias crianças pensam e sentem o ato de imaginar na escola, indicando que imaginação e pensamento não são processos excludentes; ao contrário, encontram-se interligados e interdependentes. Ao final de cada capítulo, o leitor recebe sugestões de atividades que podem ser experimentadas em sala de aula.
……….

10885CORPO, ATIVIDADES CRIADORAS E LETRAMENTO
Autores: Marina Teixeira Mendes de Souza Costa, Flavia Faissal de Souza e Daniele Nunes Henrique Silva
Coleção Imaginar e Criar na Educação Infantil

Fundamentado na perspectiva histórico-cultural, este livro pretende ampliar a discussão sobre o papel do corpo nas práticas de letramento, tomando como ponto de partida as atividades criadoras na infância. Para isso, as autoras construíram um modo particular de organizar tais atividades, considerando o faz de conta e a narrativa atividades não gráficas e o desenho e as primeiras elaborações escritas atividades gráficas. Essa forma inovadora de apresentar as atividades da infância permite ao leitor redefinir seu “posto de observação”, ampliando as possibilidades de compreensão das produções infantis no espaço escolar. Assim, elas nos convidam a olhar com mais cuidado para a centralidade que o corpo assume nos processos de leitura e escritura no espaço da educação infantil: o corpo narra, cria, brinca, desenha e escreve.

FERNANDA ALMEIDA AUTOGRAFA O LIVRO “QUE DANÇA É ESSA?” NA LIVRARIA DA VILA, NA VILA MADALENA

A Summus Editorial e a Livraria da Vila (Vila Madalena-São Paulo) promovem no dia 23 de março, quarta-feira, a noite de autógrafos do livro Que dança é essa? – Uma proposta para a educação infantil. A autora do livro, a educadora Fernanda de Souza Almeida, receberá amigos e convidados na livraria, que fica na Rua Fradique Coutinho, 915, Piso Térreo. 

Fernanda, que também é mestre em Artes, revela no livro os pressupostos e os elementos da dança na educação infantil e as estratégias para o trabalho do professor, acrescidos de sugestões de vivências, músicas e sequências didáticas que podem ser exploradas na prática educativa. 

Com vasta experiência como professora da educação básica, a autora mostra uma possibilidade de aproximação da dança com as crianças, de modo que essa linguagem artística dialogue com as características e necessidades dos pequenos. Para isso, busca em estudiosos como Henri Wallon e Rudolf Laban compreender as peculiaridades do universo infantil e da dança.

“Toda atividade realizada na escola, mesmo no período complementar, precisa ser planejada, organizada e estar repleta de ações intencionais por parte do professor para ampliar a perspectiva de mundo das crianças”, diz a autora. Para ela, as vivências devem oferecer oportunidades aos pequenos e respeitar as características da faixa etária na qual se propõem a atuar, sem exclusões ou cobranças técnicas exageradas. “É preciso apresentar uma visão diferenciada”, complementa.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1433/9788532310385

Que danca é essa

 

BATER NÃO É EDUCAR; SAIBA COMO CRIAR OS FILHOS COM APEGO

Toda e qualquer reportagem sobre a “Lei da Palmada”, que foi aprovada na quarta-feira (4/6) no Senado e agora vai para a sanção da presidente Dilma, vem acompanha de comentários na linha “eu apanhei dos meus pais e hoje sou um homem honesto e educado”, “estão criando marginais. Toda criança precisa de palmadas” ou ainda “ninguém vai me ensinar como educar meus filhos”.

Bom, realmente ninguém deve se intrometer no tipo de educação que damos para os nossos filhos, mas desde quando bater é educar? Muitos pais acham que se não batem, não têm o respeito dos filhos e vão criar pequenos ‘monstrinhos mimados’.

A neurocientista e mãe de duas crianças, Andréia C.K. Mortensen, explica que nossa sociedade é da cultura do “bater para educar”, mas diz que é possível sim não levantar a mão para uma criança, não colocá-la de castigo e ainda assim ter crianças educadas, carinhosas que vão descobrindo no dia-a-dia o que podem ou não fazer. Para ela, o mais importante é os pais se conectarem com a criança e tratar os filhos com respeito.

“É importante sempre saber o contexto e o motivo daquele comportamento. Em vez de punir, o melhor é trabalhar com eles e investir na colaboração mútua entre pai e mãe. Acreditar que a criança bem cuidada e amada se comporta da melhor maneira que pode”, comenta Andreia, que escreveu com a neurocientista Ligia Moreiras Sena o livro recém-lançado “Educar sem violência : criando filhos sem palmadas”.

Muitas vezes as crianças fazem birras e os olhares tortos de terceiros acabam constrangendo nós, pais. Mas, esses ‘chiquiles’ são normalmente culpa dos próprios pais que não entendem que aquela criança está com alguma necessidade física não atendida, como cansaço, sono, tédio, fome, angústia e outros fatores psicológicos, como estar em um ambiente super estimulante, como um shopping lotado, ou até mesmo o estresse dos pais diante de uma situação.

“Não podemos esperar reações emocionais perfeitamente equilibradas de uma criança o tempo todo. Ela simplesmente não tem capacidade para isso”, comenta

Não há fórmulas para sanar as birras pois não a controlamos, mas lidamos com elas, ou seja, para cada birra há uma atitude diferente a ser tomada pelos pais, dependendo da sua causa. Ou seja, não significa que se a criança vai querer um determinado brinquedo da loja, que você vá comprar. Explicar que não é o aniversário dela e que aquele brinquedo ela poderá ganhar em uma data específica, por exemplo, pode ser a solução.

“Por exemplo, se a criança bate em você, rapidamente e com a sensibilidade e experiência entenda o motivo de seu filho estar tentando chamar a sua atenção”, explica. Segundo Andréia, se ele está com sono, por exemplo, diga que vai ajudá-lo a dormir e explique que não pode bater. “Fale que nessa família ninguém bate ou grita. Pergunte se ele consegue fazer um carinho aqui e mostre o lugar que ele machucou. Mas, seja firme”. Segundo ela, dessa forma você reconheceu o sentimento dela e direcionou a criança para uma ação positiva e gentil.

CARTILHA

Uma das organizadoras da página no Facebook “Crescer sem Violência” com mais de 10 mil integrantes, Andreia conseguiu a autorização da ONG americana End Hitting (pare de bater, em tradução livre) para traduzir uma cartilha que ensina de forma didática como é possível criar as crianças sem bater. A ideia é que as pessoas imprimam essa cartilha e divulguem. “Pode ser na escola, no parque, entre amigos e familiares, por exemplo.

Nosso objetivo é trazer conscientização para a população de quem não é preciso usar de palmadas na educação, que podem trazer vários malefícios a criança a longo prazo, e ajudar a informar alternativas de criação gentil”, comenta. Na última página do panfleto há sites e livros para pesquisas sobre o assunto (confira a cartilha abaixo).

Ela explica que a “Lei da Palmada”, que foi rebatizada de “Lei Menino Bernardo” em homenagem a Bernardo Boldrini,  não pretende interferir na maneira de educação. “As palmadas não educam, só impõem medo, e a longo prazo podem trazer malefícios na saúde mental e física da criança, adolescente e adulto. Então, o objetivo é trazer conscientização de que agredir não educa, e mostrar outras formas mais seguras de fazê-lo”, comenta.

Em entrevista à Folha nesta quinta-feira, a psicóloga Rosely Sayão diz ser contra as palmadas pois ela não educa, mas humilha as crianças. “O tapa pode até funcionar temporariamente, mas o período entre um e outro será cada vez menor. E a força, maior”, comenta. Para ela existem muitos recursos na hora de educar, como uma conversa, “uma bronca firme e até mesmo a expressão facial”.

Segundo Andréia, em outros países com leis parecidas onde o castigo físico é abolido, as taxas de violência infantil diminuíram drasticamente, apesar de certa rejeição inicial da população. “Aos poucos, a aceitação popular aumentou e os índices de violência contra criança reduziram. Essa tendência pode ser realidade no Brasil também, ou seja, é de benefício para todos como sociedade”, comenta.

Se ficamos tão indignados ao ver um cão apanhando ou um idoso, por que não temos a mesma reação ao ver uma criança sendo agredida?

SAIBA MAIS SOBRE A ‘LEI DA PALMADA’

O texto do projeto de lei determina que as crianças sejam educadas sem o uso de castigo físico ou “tratamento cruel ou degradante, como forma de correção, disciplina ou educação”.

Além das punições já previstas pelo Código Penal, o projeto determina que os responsáveis pela criança ou adolescente que adotem condutas violentas sejam encaminhados para programas de proteção à família, tratamentos psicológicos ou psiquiátricos, e a cursos de orientação. Também há previsão de receberem advertência legal.

Caberá ao Conselho Tutelar analisar os casos e definir as medidas de punição, assim como encaminhar as crianças a tratamentos especializados.

O projeto também estabelece multa de três a 20 salários mínimos para os profissionais de saúde, assistência social, educação ou qualquer pessoa que ocupe função pública e não comunique as autoridades sobre casos de violência contra crianças que tenha conhecimento.

Texto de Giovanna Balogh, publicado no blog Maternar em 05/06/2014. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://maternar.blogfolha.uol.com.br/2014/06/05/bater-nao-e-educar-saiba-como-criar-os-filhos-com-apego/

***

Para se aprofundar no assunto, conheça o livro “Como educar sem usar a violência”, da psicóloga Dora Lorch:
10272COMO EDUCAR SEM USAR A VIOLÊNCIA
Autora: Dora Lorch

Toda criança precisa compreender o mundo em que vive, e pais e educadores devem fornecer exemplos diários de boa conduta e agir de maneira coerente com o que dizem. Mas muitos optam pela violência e pela humilhação para “ensinar”. Agindo assim, criam seres humanos sem capacidade crítica e também violentos. Usando a psicologia para falar de birras, medos, mentiras, vergonha, inconsciente e brincadeiras, a autora constrói um singelo manual de boas maneiras – para os pais. Prefácio de Ruth Rocha.

PROFISSIONAIS DE CRECHES NÃO ESTÃO PREPARADOS PARA FORMAR LEITORES

Os docentes e responsáveis pelas bibliotecas de creches e berçários públicos não estão preparados para desenvolver atividades de formação de leitores com as crianças de 0 a 3 anos, segundo matéria publicada no site UOL nesta semana. As autoras do livro Corpo, atividades criadoras e letramento, da Summus Editorial, Marina Teixeira de Souza Costa, Daniele Nunes Henrique Silva e Flavia Faissal de Souza, participaram da reportagem dando dicas de brincadeiras que podem melhorar a capacidade de leitura. Leia a íntegra: http://goo.gl/cT0nSm

A criança aprende a escrever bem antes de manusear o lápis para juntar as letras. O corpo é o grande protagonista nessa fase inicial de contato com o letramento e a alfabetização. Por meio dele, a criança narra, cria, brinca, desenha e, finalmente, escreve. Essa é a discussão central do livro, que é o segundo volume da coleção Imaginar e Criar na Educação Infantil. O objetivo das autoras é ampliar o debate sobre o papel do corpo nas atividades criadoras, mostrando que a aquisição da escrita não se restringe aos exercícios psicomotores.

“A obra auxilia o professor da educação infantil a melhor qualificar sua percepção acerca dos processos criativos correntes em sala de aula. As pesquisadoras indicam como o corpo da criança participa do processo de simbolização que 10885antecede a escrita formal. Assim, por meio de sugestões de atividades, o docente pode criar situações pedagógicas que incluam o corpo, a escrita, o faz de conta, a narrativa e o desenho”, afirma Daniele, coordenadora da coleção, lembrando que episódios de sala de aula, sugestão de leituras e exercícios complementam o livro.

Dividido em seis capítulos, o livro trata da aquisição da escrita, fundamentado na perspectiva histórico-cultural, destacando o papel do corpo nas atividades criadoras infantis; as leituras e escritas de mundo que a criança realiza antes da escrita sistematizada.

Aspectos fundamentais para o desenvolvimento infantil são discutidos na obra, enfatizando a importância da criança vivenciar os processos simbólicos em diferentes atividades, em que o corpo se revela como protagonista. Assim, de uma pesquisa feita em uma escola de educação infantil, teoria e prática se entrelaçam para uma melhor compreensão dos processos simbólicos das crianças pequenas e sua relação com o corpo e o letramento.

“De modo geral, o debate que levantamos nessa investigação busca promover uma discussão sobre os processos simbólicos implicados nas atividades criadoras infantis e sua relação com as práticas de letramento e alfabetização”, afirmam as autoras. Para elas, brincar, narrar, desenhar e escrever são experiências essenciais para o desenvolvimento infantil e, portanto, não podem ser vistos de forma subalterna às ações de escrever e ler, como tradicionalmente tratou a escola. “Criar histórias, vivenciar personagens, produzir grafias, entre outras atividades, é escrever e ler o mundo circundante”, complementam.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1327/Corpo,+atividades+criadoras+e+letramento

RÁDIO TRANSAMÉRICA ENTREVISTA ELIZABETH MONTEIRO

A psicóloga Elizabeth Monteiro participa ao vivo nesta sexta-feira, dia 22 de fevereiro, às 8h, do programa 2 EM 1, da rádio Transamérica. Ela conversa com os apresentadores Gislaine Martins e Ricardo Sam sobre o livro A culpa é da mãe – Reflexões e confissões acerca da maternidade (Summus).  Acompanhe a entrevista em São Paulo na frequência 100.1 FM ou acesse: http://www.transanet.com.br/programas.aspx?codPrograma=1&codPraca=1&codMundo=1

No livro, a psicóloga sentencia: a maternidade pode ser menos árdua e mais prazerosa. Para isso, as mães devem se permitir fazer o que consideram melhor para si e para seus filhos sem se guiar por regras ou modelos que, na maioria das vezes, não se adaptam ao seu modo de ser e à sua dinâmica de vida.

Para convencer as mães sobre a importância de valorizar seus próprios métodos, Elizabeth conta sua experiência na difícil tarefa de criar quatro filhos. Com relatos emocionantes e muitas vezes cômicos, ela fala sobre a dor e a delícia da maternidade, mostrando que a perfeição não existe quando se trata de cuidar de crianças. “Recebo em meu consultório centenas de mães culpadas, perdidas e sofridas. Elas buscam uma receita milagrosa para criar os filhos e contam‑me seus dilemas. Muitas vezes vejo‑me em cada uma delas. Recordo‑me da infância dos meus filhos e das muitas bobagens e erros que cometi simplesmente por não saber, por estar cansada, cheia, impaciente e por ter sido uma mãe jovem e inexperiente”, conta a autora.

O livro traz histórias de três gerações de mulheres de uma mesma família, promovendo o acompanhamento e a comparação das mudanças ocorridas até os dias de hoje. Nos dois primeiros capítulos, a autora fala sobre sua avó e sua mãe, narrando atitudes e comportamentos relativos às respectivas épocas. O terceiro capítulo contempla suas experiências com os filhos, acompanhadas de um tratamento psicológico, que explica os fatos apresentados, contextualizando-os na atualidade e propondo algumas formas de lidar com situações semelhantes. Elizabeth aborda questões como culpa, limites, educação, bullying, emoções, violência, ciúmes, drogas, morte, sexualidade, separação, amizades e projetos de vida, entre outros.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1300/Culpa+%C3%A9+da+m%C3%A3e,+A

REVISTA NOVA ESCOLA DESTACA O LIVRO IMAGINAÇÃO, CRIANÇA E ESCOLA

A edição de dezembro da Revista Nova Escola deu destaque para o livro Imaginação, criança e escola, da Summus Editorial, na Estante. Primeiro livro da coleção Imaginar e criar na educação infantil, a obra, da educadora Daniele Nunes Henrique Silva, analisa os processos que configuram a imaginação e mostra como a escola influencia as crianças. Veja a nota: http://goo.gl/HJ52W

Além de discutir o modo como as políticas educacionais tematizam os processos criativos e estéticos e qual é a repercussão dessas diretrizes na prática pedagógica, a autora apresenta situações de sala de aula em que se manifestam as atividades criadoras das crianças em idade pré-escolar e examina como elas se organizam nas dinâmicas interativas professor-aluno e aluno-aluno. “Não se trata de um manual, nem mesmo de um compêndio teórico. O objetivo do livro é compor um tipo de leitura que aproxime o leitor dos temas complexos implicados no desenvolvimento da criança, chamando a atenção para suas esferas criativas de expressão e representação do mundo”, afirma Daniele.

Na obra, ela reflete ainda sobre a importância do faz de conta, do desenho e da narrativa no desenvolvimento infantil e mostra como as próprias crianças pensam e sentem o ato de imaginar na escola, indicando que imaginação e pensamento não são processos excludentes; ao contrário, encontram-se interligados e interdependentes. Ao final de cada capítulo, o leitor terá sugestões de atividades que podem ser experimentadas em sala de aula. “Sem perder a profundidade acadêmica necessária à abordagem dos temas selecionados, mas ganhando uma dinamicidade na leitura, o livro traz boxes explicativos, episódios de sala de aula e sugestões de atividades”, complementa.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1296/Imaginação,+criança+e+escola

 

JOVEM PAN ONLINE ENTREVISTA COAUTORA DO LIVRO “A CRIANÇA E O MARKETING”, NESTA QUARTA

A especialista em comunicação Luciene Vasconcelos, coautora do livro A criança e o marketing (Summus Editorial), será entrevistada pela Jovem Pan Online nesta quarta-feira, dia 17 de outubro, às 13h. No livro, Luciene e a psicóloga Ana Maria Dias analisam como se dá a formação do caráter, desvendam o funcionamento das principais ferramentas de marketing e da comunicação e mostram como a publicidade atinge as crianças. Assista à entrevista nos vídeos abaixo.

Marketing infantil – 1
Autora explica como surgiu o embrião de seu livro ‘A Criança e o Marketing’

Marketing infantil – 2
Como dizer ‘não’ para seu filho?

Marketing infantil – 3
A exposição das crianças diante da TV

PAra saber mais sobre este livro clique aqui

Partindo do pressuposto de que pais e professores podem, desde a mais tenra infância, ajudar as crianças a se tornarem consumidores conscientes, as autoras reuniram informações fundamentais para auxiliar os adultos a proteger as crianças dos apelos do marketing infantil. Segundo elas, com mais consciência de seu poder como consumidor, de sua influência na criação de produtos e na divulgação dos mesmos, será possível criar adultos capazes de escolher o que comprar, com base naquilo que realmente querem e necessitam.

“Cremos que será maravilhoso viver em um mundo onde todos poderão escolher o que comprar usando critérios econômicos, sociais e ambientais, felizes com suas escolhas, usufruindo os benefícios do consumo de produtos”, afirmam.

Segundo as autoras, atualmente, pessoas de todos os níveis sociais e de todas as idades estão escolhendo o consumo como atitude de vida e não como meio de satisfazer suas reais necessidades. Refletir sobre essa questão e suas consequências é responsabilidade de todos: empresas, governos, famílias, educadores, publicitários e executivos. “Entendemos que a consciência vigilante da população diante do marketing infantil é um trabalho coletivo”, completam.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1303/Crian%C3%A7a+e+o+marketing,+A

EM MATÉRIA NO UOL, ELIZABETH MONTEIRO DIZ QUE PAIS NÃO DEVEM SE SENTIR CULPADOS POR NÃO DAR TUDO AOS FILHOS

Para a psicoterapeuta Elizabeth Monteiro, autora do livro A culpa é da mãe (Summus Editorial), os pais devem falar com os filhos sobre a situação financeira com honestidade, sem se sentir culpados quando não é possível atender a todos os desejos. “Não minta, não engane nem prometa coisas que não estão ao seu alcance. Quando os pais estão seguros do que dizem e de como agem, a criança costuma aceitar com naturalidade”, diz. Clique no link para ler o que diz a autora no site UOL: http://goo.gl/WCHgA

Quantas mulheres enfrentam o desafio de ser mãe sem ter aquele sentimento de fracasso e culpa rondando 24 horas por dia? Afinal, viver entre brigas, choros, fraldas, chupetas, além de cuidar da casa, do marido e dar conta do trabalho, não é bem o “paraíso”. É um cotidiano tão estressante que é raro encontrar uma mãe confiante e tranquila sobre o seu papel, sem idealizar a família perfeita. A maioria se sente perdida, e acaba se equivocando exatamente naquela que deveria ser uma de suas principais missões: a educação dos filhos. No livro A culpa é da mãe, Elizabeth sentencia: a maternidade pode ser menos árdua e mais prazerosa. Para isso, as mães devem se permitir fazer o que consideram melhor para si e para seus filhos sem se guiar por regras ou modelos que, na maioria das vezes, não se adaptam ao seu modo de ser e à sua dinâmica de vida.

Para convencer as mães sobre a importância de valorizar seus próprios métodos, Elizabeth conta sua experiência na difícil tarefa de criar quatro filhos. Com relatos emocionantes e muitas vezes cômicos, ela fala sobre a dor e a delícia da maternidade, mostrando que a perfeição não existe quando se trata de cuidar de crianças. “Recebo em meu consultório centenas de mães culpadas, perdidas e sofridas. Elas buscam uma receita milagrosa para criar os filhos e contam‑me seus dilemas. Muitas vezes vejo‑me em cada uma delas. Recordo‑me da infância dos meus filhos e das muitas bobagens e erros que cometi simplesmente por não saber, por estar cansada, cheia, impaciente e por ter sido uma mãe jovem e inexperiente”, conta a autora.

O livro traz histórias de três gerações de mulheres de uma mesma família, promovendo o acompanhamento e a comparação das mudanças ocorridas até os dias de hoje. Nos dois primeiros capítulos, a autora fala sobre sua avó e sua mãe, narrando atitudes e comportamentos relativos às respectivas épocas. O terceiro capítulo contempla suas experiências com os filhos, acompanhadas de um tratamento psicológico, que explica os fatos apresentados, contextualizando-os na atualidade e propondo algumas formas de lidar com situações semelhantes. Elizabeth aborda questões como culpa, limites, educação, bullying, emoções, violência, ciúmes, drogas, morte, sexualidade, separação, amizades e projetos de vida, entre outros.

Para saber mais, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1300/Culpa+%C3%A9+da+m%C3%A3e,+A