AUTOR DE “MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS” AUTOGRAFA EM SÃO PAULO

As Edições GLS e a Livraria Cultura do Conjunto Nacional promovem no dia 27 de maio, segunda-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Muito além do arco-íris – Amor, sexo e relacionamentos, do psicólogo Klecius Borges. O autor receberá os convidados na livraria, que fica na Avenida Paulista, 2073, São Paulo.

Será que os casais homossexuais têm os mesmos problemas de relacionamentos que os casais heterossexuais? As mesmas dúvidas, os mesmos dilemas, as mesmas preocupações? Para o autor, a resposta é simples: não. Pioneiro na aplicação da terapia afirmativa no Brasil – modalidade psicoterápica que se ocupa especificamente das questões comuns enfrentadas por esse público –, ele afirma que as questões sobre relacionamento estão no topo da lista dos assuntos levados ao consultório. O que falta para esse público, segundo ele, é informação, já que são raras as referências ou representações sobre a natureza dessas relações.

No livro, Borges começa a corrigir essa escassez de informação. Apresentando uma seleção de casos tratados de uma perspectiva não heternormativa, ele aborda assuntos como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito, abrindo caminho para a autorreflexão e a transposição de barreiras na busca de uma vida mais equilibrada e feliz.

“Por mais que certas questões relacionais sejam comuns a todos os indivíduos, afirmar que casais são casais, não importando sua orientação e identidade sexual, é no mínimo um reducionismo. Para mim, essa atitude é inaceitável”, diz Klecius.  Segundo ele, essa afirmação desconsidera as dinâmicas psíquicas e sociais envolvidas nas vivências e experiências de indivíduos e casais submetidos a uma cultura não apenas heteronormativa, mas muitas vezes opressora e dominada, ainda hoje, por práticas e atitudes fortemente discriminatórias.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1338/Muito+al%C3%A9m+do+arco-%C3%ADris

AUTOR DE A TV NO ARMÁRIO FALA SOBRE PERSONAGENS GAYS DA TV

Em entrevista ao jornal A Gazeta do Espírito Santo, o jornalista Irineu Ramos Ribeiro, autor do livro A TV no armário (Edições GLS), criticou a postura da TV Globo em relação aos personagens gays das novelas. Segundo ele, a emissora acertou no folhetim “Insensato Coração”, mas retrocedeu em “Fina Estampa”. “É uma relação de poder. A Globo foi acusada de levantar a bandeira gay [em Insensato Coração]. Mesmo não concordando com as reações, ela precisava ceder para aliviar a pressão. Assim, em Fina Estampa havia só o Crô, um gay caricato que não oferece ameaça e é mais aceitável”, afirma. Leia a reportagem: http://goo.gl/cHJe4

Para Ribeiro, a mídia, em geral, aponta a sexualidade com deboche, discriminação e caricaturização. Em seu livro, analisa diversos aspectos do tratamento dado aos gays na programação humorística, em telejornais e em novelas, demonstrando as diversas formas pelas quais o preconceito é estimulado. Baseando-se no pensamento de Michel Foucault e noções da teoria queer, ou teoria do estranhamento, o autor comprova que a televisão brasileira acaba transmitindo valores negativos, depreciativos e caricatos no que se refere aos gays. “Está na hora de mudar de rumo”, afirma o jornalista, lembrando que a mídia tem um papel determinante na formação de identidade.

Fruto de ampla pesquisa, desenvolvida durante dois anos, incluindo também a observação de toda a programação de TV, a obra abre caminhos para problematizar a maneira pejorativa como a comunidade LGBT é retratada na telinha. Ribeiro mostra, em quatro capítulos, que os meios de comunicação ainda precisam percorrer um longo caminho para retratar as diferenças de gênero, ajudando a reafirmar a identidade gay e a construir um mundo onde a diversidade seja respeitada. “A TV tem dificuldade de se pautar por abordagens que informam sobre a amplitude que o tema sexualidade implica. A consequência disso é que acabam se restringindo à reprodução de enfoques que estimulam o preconceito”, complementa o autor.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1217/TV+no+arm%C3%A1rio,+A

 

 

LE MONDE DIPLOMATIQUE DESTACA O LIVRO TRIÂNGULO ROSA

A edição de agosto da Le Monde Diplomatique Brasil traz uma resenha sobre o livro Triângulo rosa – Um homossexual no campo de concentração nazista (Mescla Editorial), de Rudolf Brazda e Jean-Luc Schwab. Sustentado por um rigoroso trabalho de pesquisa, o livro traz um depoimento marcado pela dor e pela esperança de quem sobreviveu aos horrores do nazismo. Acesse o link para ler a resenha: http://goo.gl/Zp0hC

Identificados como “triângulos-rosa”, milhares de gays foram caçados pelo regime de Hitler. Com a matrícula 7952, Rudolf foi condenado duas vezes por ser homossexual e depois deportado para Buchenwald, onde ficou preso no campo de concentração durante 32 meses, até sua libertação, ocorrida em 11 de abril de 1945.

Quando foi libertado, Rudolf decidiu fixar residência na França. Foi só em 2008, aos 95 anos, que ele decidiu sair do anonimato. Após a inauguração de um monumento às vítimas homossexuais do nazismo em Berlim, na Alemanha, ele pôs fim a longos anos de silêncio. Surgia, então, aos olhos do mundo, o último sobrevivente homossexual conhecido dos campos de concentração nazista.

No dia 28 de abril de 2011, Rudolf recebeu a medalha da Ordem Nacional da Legião de Honra, mais alta condecoração da França. A distinção foi entregue por Marie-José de Chombart Lauwe, sobrevivente de Ravensbrück e presidente da Fundação para a memória da deportação.

Rudolf faleceu em 3 de agosto de 2011, aos 98 anos, cinco meses depois do lançamento do livro no Brasil. Morando num abrigo para idosos em Mulhouse, na França, morreu enquanto dormia “calma e pacificamente”, segundo Schwab.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1256/Tri%C3%A2ngulo+rosa