‘CONHECE A ASTROLOGIA VOCACIONAL? TEM GENTE USANDO PARA MUDAR DE CARREIRA’

A jornalista Lívia*, 32, iniciou a transição para uma nova carreira após receber os resultados da sua consulta astrológica voltada à área profissional. A médio prazo, planeja abandonar a área de produção de conteúdo para turismo e tornar-se escritora. “Já comecei a escrever e tenho me sentido bem satisfeita”, conta.

Segundo a astróloga Lilian Marins, a maior parte das pessoas tem habilidades múltiplas e nem sempre consegue utilizar todas as suas potencialidades em uma única profissão. E a astrologia vocacional – uma técnica de análise focada na carreira – pode ajudar a encontrar aptidões que, até então, não estavam sendo utilizadas no trabalho, indicando um novo caminho a seguir.

Como faz?

Toda a avaliação é feita a partir do Mapa Natal, que é a fotografia dos astros no céu no momento e local de nascimento da pessoa. Para tirar conclusões, os astrólogos avaliam a posição de cada astro e também os aspectos que formam entre si. “Os planetas, asteroides, Sol e Lua mostram uma relação e, por meio dessa linguagem simbólica que é a astrologia, explicam, definem e informam o funcionamento físico, emocional e intelectual da pessoa”,  explica a astróloga Elizabeth Nakata.

Algumas áreas específicas do Mapa merecem mais atenção, como acontece com as Casas 2, 6 e 10, que respondem pela realização material e profissional.

Quem procura?

Segundo os astrólogos, um dos focos da astrologia vocacional é dar suporte para decisões relacionadas a mudanças de função, de emprego ou mesmo de área profissional. Porém, a técnica também pode auxiliar os jovens em época de vestibular. “O Mapa permite que o estudante possa escolher de forma mais consciente entre um extenso leque de opções, para contemplar o uso adequado de suas habilidades, em sintonia com a sua verdadeira vontade”, explica o astrólogo Patrick Mesquita.

A estudante Juliana Mattos, 21, estava em dúvida sobre qual curso escolher, até fazer o Mapa Natal com esse objetivo. “Eu me surpreendi com as coisas que o astrólogo falou sobre mim! E uma das primeiras observações que ele fez foi que eu poderia me dar bem trabalhando com tecnologia”, conta. Era o impulso que faltava para ela mudar de cidade e iniciar um curso de informática. “Atualmente, estou bem feliz com a minha decisão”, diz.

Qual é o resultado?

Após a análise do Mapa, o astrólogo deve apontar algumas possibilidades ao cliente, mas jamais apresentará um resultado determinante sobre o futuro profissional. “O astrólogo que eu consultei me mostrou informações que o Mapa trazia sobre minhas características pessoais, potencialidades e até dificuldades relacionadas ao lado profissional. Eu tomei minha decisão entre os vários caminhos que ele me apontou”, diz Lívia.

Também é possível descobrir que se está na área certa, porém, em um local de trabalho inadequado. “Na astrologia vocacional, identificamos aspectos como necessidade de segurança, habilidade para lidar com assuntos financeiros, ambientes de trabalho mais propícios, entre outros”, afirma a astróloga Titi Vidal.

*Nome trocado a pedido da entrevistada.

Reportagem de Gabriela Guimarães e Rita Trevisan publicada originalmentne no UOL, em 26/07/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/horoscopo/noticias/redacao/2017/07/26/conhece-a-astrologia-vocacional-tem-gente-usando-para-mudar-de-carreira.htm

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Se interessou pelo assunto? Conheça:

VOCAÇÃO, ASTROS E PROFISSÕES
Manual de astrologia vocacional (acompanha CD)
Autores: Márcia Mattos e Ciça Bueno
EDITORA ÁGORA

A astrologia, neste livro de duas das mais conceituadas profissionais da área, se mostra uma ferramenta poderosa para auxiliar na identificação da verdadeira vocação. Um CD para que cada um faça a própria análise astrológica, completa esta obra dirigida a jovens e adultos em busca do melhor caminho profissional.

‘COMO O TEMPERAMENTO INTEREFERE EM SUA CARREIRA’

Especialista fala da importância do autoconhecimento para tomar as decisões certas na vida profissional

O que leva um indivíduo a executar bem, durante anos a fio, um trabalho do qual no fundo ele não gosta nem um pouco? Por que uma pessoa se sente confinada e infeliz ao atuar no mundo corporativo enquanto outra faz questão de que tudo ali funcione na mais perfeita ordem e experimenta nisso um sentimento de realização pessoal? Por que um médico prefere dar expediente no consultório e outro no campo, atendendo vítimas de emergências?

Na tentativa de entender essas distinções, a jornalista, pedagoga e consultora de carreira Maria de Luz Calegari escreveu há alguns anos o livro Temperamento e Carreira (Summus Editorial), em parceria com o consultor Orlando H. Gemignani. Orientadora vocacional, Maria da Luz defende, no livro e no trabalho, que o sucesso e a satisfação profissionais estão ligados ao temperamento das pessoas e ao modo como esse temperamento interfere em suas decisões e determina suas ações. “Me interessei em pesquisar e escrever sobre temperamentos, porque descobri que eles determinam nossa forma de ser e de estar no mundo.”

Na prática, fazer um teste vocacional que permita identificar qual dos quatro temperamentos universais (artesão, guardião, idealista e racional) predomina na personalidade da pessoa e encontrar as atividades com as quais se tem mais afinidade, pode ajudar a ser mais feliz no trabalho. Não se trata nesse caso do conceito de temperamento popular, que em geral se refere ao gênio e ao humor, mas sim do temperamento estudado na psicologia. “Nas últimas décadas as teorias do ponto de vista psicológico avançaram bastante em virtude de contribuições da neurociência”, diz.

Maria da Luz já criou e aplicou inúmeros testes de orientação baseados na teoria dos temperamentos. Segundo ela, um bom ponto de partida é essa , e publicada no site do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee). “Adultos e adolescentes se acham nas respostas.”

Na entrevista a seguir, Maria da Luz descreve os perfis profissionais que costumam ser associados a cada um dos quatro temperamentos universais. Entenda, por exemplo, porque os artesãos são tipos de espírito livre e tendem a sentir-se frustrados em ambientes corporativos.

Como o temperamento ajuda a direcionar a carreira de quem está prestes a escolher uma profissão, ou mesmo um profissional em dúvida diante da própria trajetória?

Acredito que temos um temperamento que é inato e que esse temperamento é determinante para as áreas que seremos vocacionados. Certa vez, dei orientação para uma pessoa cujo teste vocacional apontou para ela como carreira principal relações públicas. Ela preferia ser atriz. Expliquei que não havia conflito, porque os talentos e inteligências requeridos para as duas profissões são praticamente os mesmos. Sendo atriz, porém, ela não teria a segurança e a estabilidade da carreira de relações públicas numa grande empresa. Férias, décimo terceiro, plano de saúde, vale-refeição. O que você valoriza mais, perguntei. Estabilidade, segurança? Novidade, surpresa, imprevistos? Há pessoas que gostam de viver, digamos, de uma forma não tão estável, porque a estabilidade requer que se adaptem a regras e regulamentos e elas gostam de ter agenda livre e administrar o próprio tempo. Elas não são feitas para trabalhar no mundo corporativo, regrado e estruturado. Ou seja, a vocação é um chamamento interior. Em primeiro lugar, a pessoa tem de se perguntar em que carreira será feliz, trabalhará empolgada e entusiasmada e não só na expectativa de um contracheque. Se o indivíduo está mais propício à estabilidade material, as carreiras mais soltas, ligadas à arte, talvez não sejam para ele. Por isso é importante conhecer o temperamento, as características de personalidade e os interesses que falam mais alto.

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Texto de Viviane Zandonadi, publicado no Estadão – Educação, em 22/05/2015. Para ler a entrevista completa, acesse: http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,como-o-temperamento-interfere-em-sua-carreira,1692729