‘POR QUE A COMUNICAÇÃO É TÃO DIFÍCIL’

Falar é algo que requer cautela, porque o que falamos quase sempre não coincide com o que o outro vai ouvir.

Segundo o filósofo Ortega Y Gasset, estamos todos condenados a uma “solidão radical”, justamente porque a comunicação é sempre precária.

Ouvir de verdade significa tentar se abrir para o argumento da outra pessoa, buscando não agir de modo radical ou crítico e, se for o caso, acoplar aquela nova ideia, em vez de simplesmente desqualificar aquilo que ouve.

Veja o que diz Flávio Gikovate sobre o assunto:

DIVÃ DO GIKOVATE GANHA PRÊMIO APCA

O Divã do Gikovate venceu o APCA na categoria rádio variedades em 2012. No ar pela rádio CBN desde 2007, o psicoterapeuta Flávio Gikovate, âncora do programa, leva os ouvintes para o divã todos os domingos, às 21h. Criada em 1956, a premiação da Associação Paulista de Críticos de Artes elege anualmente os melhores nas categorias Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Música Erudita, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão.

O programa, que comemorou cinco anos de exibição no dia 5 de agosto de 2012, é gravado semanalmente no Teatro Eva Herz, da Livraria Cultura do Conjunto Nacional. A cada gravação, cerca de 150 pessoas lotam o auditório para interagir com o psicoterapeuta. O público deu uma dinâmica diferente ao programa, fazendo perguntas sobre relacionamentos afetivos, sexo, comportamento, medos e expectativas. Num bate-papo franco e informal, Gikovate não deixa ninguém sem resposta e aborda temas que dizem respeito ao ser humano, mostrando formas de agir positivamente em áreas como família, profissão, saúde e bem-estar.

Esporadicamente, o programa é gravado também fora de São Paulo. Cidades como Rio de Janeiro, Campinas, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba já receberam o psicoterapeuta. Toda a programação está sujeita a alterações de data e horário, mas pode ser conferida nos sites www.flaviogikovate.com.br ou www.cbn.com.br

Centenas de e-mails chegam mensalmente na caixa postal de Gikovate com questionamentos de todos os tipos. A maioria é levada ao programa e serve também como inspiração para o tema de abertura dos programas. Os ouvintes podem enviar email para gikovate@cbn.com.br. Além da apresentação do talk show, ele também participa do CBN Noite Total de segunda a sexta, às 21h15, com boletins diários.

Gikovate dedica-se essencialmente ao trabalho de psicoterapeuta desde o início da carreira, há mais de 45 anos. Em paralelo ao consultório, decidiu escrever como forma de transferir conhecimento e ajudar as pessoas a entrar num ciclo de evolução. Hoje, possui mais de 30 livros publicados, a maioria publicada pela MG Editores, e 1 milhão de exemplares vendidos. Ao aceitar o desafio de ancorar um programa de rádio, Gikovate mantém a mesma motivação que sempre permeou sua carreira: divulgar a profissão para o maior número de pessoas possível.

Para saber mais sobre os livros de Flávio Gikovate publicados pela MG Editores, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/autor//Fl%C3%A1vio+Gikovate

‘TRANSTORNO MENTAL QUE MAIS CAUSA SUICÍDIOS, BIPOLARIDADE LESA O CÉREBRO’

O transtorno bipolar é progressivo e leva à perda da função de neurônios, segundo novos estudos, liderados por pesquisadores brasileiros.

A doença, caracterizada pela alternância entre depressão e euforia (mania, como os médicos dizem), atinge 2,2% da população: são 4,2 milhões de brasileiros, segundo estimativa da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Crises bipolares não têm nada a ver com as mudanças de humor da pessoa “de lua”, que passa uma manhã agitada ou se irrita facilmente.

Um episódio de mania pode durar dias ou semanas e levar a alteração do sono, perda do senso crítico e comportamentos compulsivos como comprar demais ou consumir álcool e drogas.

Como tantos outros nomes de patologias, a expressão “bipolar” é usada fora do contexto médico. “Há um entendimento errado da bipolaridade. É uma doença muito grave, com uma série de sintomas. Mudar de humor rapidamente não faz o diagnóstico”, diz o psiquiatra Beny Lafer, coordenador do Programa de Transtorno Bipolar do Hospital das Clínicas de São Paulo.


BANALIZAÇÃO

A bipolaridade é a doença mental que mais mata por suicídio: cerca de 15% dos doentes se matam. Os pacientes têm um risco 28 vezes maior de apresentar comportamento suicida do que o resto da população e até metade dos doentes tenta se matar, mostram levantamentos.

“A expectativa de vida de homens bipolares é 13 anos menor e de mulheres bipolares é 12 anos menor do que a da população em geral, segundo um estudo dinamarquês. A expectativa de vida do bipolar é comparável à do esquizofrênico”, diz o psiquiatra Fábio Gomes de Matos e Souza, professor e também pesquisador da Universidade Federal do Ceará.

Considerando a gravidade, os médicos todos criticam a popularização do termo.

“É banalizar a doença. Estar triste é uma coisa, estar deprimido e não conseguir sair de casa é outra”, diz a psiquiatra Ângela Scippa, presidente da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar.

De acordo com as últimas descobertas científicas, as crises de euforia e depressão são tóxicas ao cérebro.
ENXURRADA NO CÉREBRO

O grupo do psiquiatra Flávio Kapczinski, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é referência na área e publicou artigos em novembro e dezembro nas revistas “Translational Psychiatry” e “Current Psychiatry Reports”.

“Assim como o organismo do diabético sofre com os picos de glicemia, o cérebro de quem tem transtorno bipolar não controlado sofre com o excesso de neurotransmissores”, diz Kapczinski.

As crises são acompanhadas da descarga de substâncias como dopamina e glutamato. Na tentativa de controlar o incêndio, o organismo manda para a região células protetoras. “Essas células produzem inflamação, causando a perda de conexões entre neurônios. São os achados mais recentes, nem estão publicados ainda”, adianta.

Após cinco episódios do transtorno perde-se 10% do hipocampo, área responsável pela memória, estima o psiquiatra Matos e Souza.

A médio prazo, a doença fica mais grave e as crises, frequentes e fortes. O doente responde cada vez menos à medicação. “Ele passa a ter problemas de memória, planejamento e concentração, funções ligadas à parte frontal do cérebro”, diz Kapczinski.
DIAGNÓSTICO

Os primeiros surtos de transtorno bipolar surgem como crises de depressão em 60% dos casos, daí a dificuldade no diagnóstico. O transtorno aparece, em geral, até os 25 anos.

Quando a doença se manifesta como mania, os sintomas são confundidos com os de esquizofrenia (megalomania, alucinações). “O diagnóstico leva até dez anos”, afirma Helena Calil, psiquiatra e professora da Unifesp.

A dificuldade de determinar a doença é comum entre os transtornos mentais, lembra Jair Soares, psiquiatra brasileiro e pesquisador na Universidade do Texas em Houston (EUA).

Não há um marcador biológico que possa ser medido em um teste. “Dependemos do diagnóstico clínico, da descrição dos sintomas pelo paciente”, completa Soares.

A avaliação clínica não consegue diferenciar uma depressão bipolar de outras. “O tratamento com antidepressivo puro pode agravar a doença. É um risco. Às vezes, só assim para descobrir”, diz a psiquiatra Ângela Scippa.

Os casos mais complexos envolvem crises de hipomania, uma mania leve que pode aparecer como ciúme ou irritabilidade. Sentimentos normais que, no bipolar, são exagerados e causam prejuízos à vida –essa é a fronteira entre normal e patológico.

O alerta deve vir quando a família se queixa de instabilidade: a pessoa mostra alterações visíveis e fases de normalidade. Outros sinais são: histórico familiar (80% dos casos são hereditários), alterações no sono e uso de álcool e drogas (metade dos bipolares é dependente).
HIPOMANIA LEVE

Antes, o transtorno bipolar era conhecido como psicose maníaco-depressiva e incluía casos mais graves. Agora, se discute se pessoas com depressão e hipomania leve (irritadas, ciumentas demais) devem ser tratadas como bipolares –metade dos que sofrem de depressão se enquadra no perfil. Ou seja, 10% da população.

“Já há evidências científicas para isso”, defende o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital das Clínicas da USP.

Para Soares, se a caracterização for expandida demais, corre o risco de abarcar gente que não se beneficiará com o tratamento. “Será que vamos tratar pacientes que, em vez de melhorar, vão piorar?”, diz.

A psicoterapia aumenta a adesão ao tratamento com remédios e ajuda a pessoa a conhecer os gatilhos das crises. “É importante, mas complementar”, diz Leandro Malloy-Diniz, psicólogo e presidente da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia.

Texto deJuliana Vines, publicado originalmente na Folha de S. Paulo, em 4/12/2012. Para ler oa matéria na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1195142-transtorno-mental-que-mais-causa-suicidios-bipolaridade-lesa-o-cerebro.shtml

 ***

Para saber mais sobre esse assunto, conheça “Enigma bipolar – Conseqüências, diagnóstico e tratamento do transtorno bipolar” (MG Editores). O livro, escrito pelo psiquiatra Teng Chei Tung, esclarece e desmistifica os sintomas da doença, suas fases, os sintomas, as estratégias de tratamento mais modernas e os tipos de medicamento disponíveis. Fala, ainda, da importância do apoio do médico e da família no bem-estar do paciente.

‘COMO LIDAR COM O DESAMPARO E A INSIGNIFICÂNCIA CÓSMICA’

Desde a infância sentimos o desconforto de estarmos desamparados e sermos insignificantes em relação ao mundo.

Com o passar do tempo, buscamos atenuar essa sensação nos entretendo com várias atividades para alcançar crescimento emocional e destaque social.

Mas esse forte sofrimento humano acaba se tornando uma incógnita estimulante na construção da civilização.

Flávio Gikovate fala sobre o assunto no vídeo abaixo:

Para conhecer todos os livros de Flávio Gikovate publicados pela MG Editores, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/autor//Fl%C3%A1vio+Gikovate

NOVO VÍDEO DE FLÁVIO GIKOVATE: ‘O EROTISMO E O AMOR’

O erotismo sempre se valeu do clima de proibição.

A banalidade sexual cria um clima desinteressante para o erotismo e esse esvaziamento traz à cena a questão sentimental, das relações amorosas baseadas em afinidades, onde o amor se aproxima muito das amizades.

Conheça todos os livros do autor, publicados pela MG Editores:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/autor//Fl%C3%A1vio+Gikovate

‘O QUE PODEMOS ESPERAR DO FUTURO?’

Os homens precisam usar sua capacidade para antever o futuro, não esperar os fatos para pensar nas consequências.

Já podemos ver o crescimento do individualismo, um fenômeno que traz vantagens e desvantagens para o indivíduo e a sociedade.

Veja no vídeo abaixo o que diz Flávio Gikovate sobre o assunto:

Conheça os livros de Flávio Gikovate publicados pela MG editores:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/autor//Fl%C3%A1vio+Gikovate

ACEITA SOCIALMENTE, ÁLCOOL É A DROGA QUE MAIS PREOCUPA ESPECIALISTAS

Reportagem publicada nesta quarta-feira, dia 24 de outubro, no site UOL Saúde mostra que drogas socialmente aceitas e consumidas abertamente, como o álcool, têm o mesmo potencial de causar dependência e danos à saúde que as drogas consideradas ilícitas ou prescritas pelos médicos. Leia a reportagem na íntegra: http://goo.gl/1bZv7

O psiquiatra Ivan Mario Braun, autor do livro Drogas – Perguntas e respostas (MG Editores), é um dos especialistas entrevistados pela reportagem. Em seu livro, ele esclarece com objetividade as principais questões relacionadas ao assunto. Composta de perguntas e respostas, a obra trata de maneira aprofundada sobre cigarro, álcool, cafeína, maconha, cocaína, anfetaminas, inalantes, heroína, anabolizantes e diversas outras substâncias.

A intenção é oferecer informações mais completas, respondendo desde perguntas simples, como “o que é droga?”, até questionamentos sobre composições químicas e tratamentos. “Tudo de maneira que o leigo entenda em uma consulta rápida”, explica dr. Braun. Partindo de sua experiência no Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, ele sintetizou na obra as perguntas mais comuns feitas por oitenta usuários e os familiares destes.

“Percebi a necessidade de reunir informações sólidas, menos superficiais, entre informativas e técnicas, que atinjam o público leigo e, ao mesmo tempo, sirvam de atualização aos profissionais de saúde não especializados”, afirma dr. Braun.

Para exemplificar a falta de conhecimento sobre o tema, o médico cita um caso de uso do ecstasy. De acordo com reportagem divulgada recentemente na imprensa, uma pessoa teria morrido em razão do consumo da droga. “Vários autores acreditam que a morte, nesse caso, provavelmente ocorre por causa da associação da ingestão com exercício físico intenso (geralmente dança) em ambientes quentes e sem consumo adequado de água. A temperatura do corpo se eleva, e essa acaba sendo, possivelmente, a mais freqüente causa de morte associada ao consumo de ecstasy”, explica o psiquiatra.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1024/Drogas

‘NAMORAR OU CASAR?’

O assunto mexe muito mais com as mulheres do que com os homens. Até hoje, mesmo com o progresso feminino e a independência que o progresso econômico trouxe para a sociedade, o sonho da maior parte das mulheres continua sendo casar e ter filhos.

Veja o que diz dr. Flávio Gikovate no vídeo abaixo:

Conheça todos os livros do dr. Flávio Gikovate publicados pela MG Editores:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/gikovate/all/0

 

‘BULLYING: UM NOVO FOCO SOBRE UM ANTIGO PROBLEMA’

O bullying é um fenômeno antigo, normalmente praticado por crianças do sexo masculino, contra outras – ou outra, em particular – visando o rebaixamento daquela que é mais tímida, delicada, da portadora de deficiência ou a que tenha qualquer diferença em relação à maioria.

A sociedade e a família têm adquirido um papel fundamental ao mudar a postura, não mais estimulando o revide e a agressão, associando tais atitudes à virilidade e reforçando a cultura da violência, mas em se preocupar na mudança de comportamento da criança agressora.

Veja no vídeo abaixo o que diz Flávio Gikovate sobre o assunto:

Conheça todos os livros de Flávio Gikovate publicados pela MG editores: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/fl%C3%A1vio%20gikovate/all/0

 

‘O QUE DEVEMOS TOLERAR POR AMOR?

A tendência inicial em idealizar o amado colabora para que defeitos sejam enxergados somente com o decorrer do tempo.

Mas quais defeitos podem ser relevados? Como agir ao comunicar tais insatisfações? O que é implicância e o que, de fato, atenta contra o direito individual e compromete o futuro do relacionamento?

Conheça todos os livros de Flávio Gikovate publicados pela MG editores:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/fl%C3%A1vio%20gikovate/all/0