TERAPIA ESPECIALIZADA EM ‘LUTO COMPLICADO’ GANHA ESPAÇO NO PAÍS

Texto de Sabine Righetti publicado originalmente no Equilíbrio e Saúde, da Folha de S.Paulo. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://folha.com/no1781223

Confira algumas dicas de leitura no final da matéria.

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Há sete anos, a publicitária Mariane Maciel, 38, estava se recuperando da perda da mãe, vítima de um câncer havia poucos meses, quando teve sua vida transformada mais uma vez. Seu noivo, Leo, estava entre os 228 passageiros do avião da AirFrance que caiu na costa brasileira.

Ele tinha vindo da França, onde fazia um doutorado, para formalizar o pedido de casamento a Mariane.

As duas perdas consecutivas fizeram com que a publicitária procurasse uma terapia de luto –especialidade da psicologia que visa ajudar a pessoa a processar sua perda. A modalidade, dizem especialistas, cresce no Brasil.

“Quando comecei a trabalhar com isso, ouvia piadinhas. As pessoas me perguntavam: mas luto não é normal? Pode ser ou pode não ser”, diz a psicóloga Maria Helena Franco, criadora, há 20 anos, do Laboratório de Estudos do Luto na PUC-SP.

“Tínhamos poucos pacientes no começo. Hoje, temos lista de espera”, diz.

No caso de Mariane, foram cinco meses de terapia de luto. Primeiro, com dois encontros na semana; depois, um. Ela procurou a clínica de psicologia especializada Quatro Estações, em São Paulo.

Nas sessões, fazia exercícios, recebia indicações de leitura e falava bastante.

“Aos 30 anos, meus amigos ainda não tinham lidado com perdas como as minhas”, diz a publicitária. “Você se vê sozinho e pressionado para ficar bem logo.”

Não é todo enlutado, porém, que “precisa” da terapia de luto. Quem perdeu seus entes de maneira repentina ou em situação de violência pode se beneficiar mais da abordagem. Pode ser o caso também de quem sofre o chamado luto complicado –o antigo “luto patológico”.

Segundo Luciana Mazorra, especialista no atendimento a enlutados da Quatro Estações, o luto é uma oscilação entre o sofrimento da perda com momentos em que a pessoa segue a vida. “Quando o indivíduo fica preso no sofrimento e não consegue seguir a vida, o luto é complicado.”

A proposta do terapeuta varia de acordo com o caso. Um dos exercícios envolve a criação de uma caixa de lembranças da pessoa que morreu, conta Luciana. Mas, para quem se sente desconfortável, há outras propostas.

A também publicitária Rita Almeida, 56, fez terapia de luto e terapia convencional –que já fazia antes– após a morte de seu filho, Paulo, 28, há quatro anos. Ela recebeu a notícia pelo telefone. O filho estava trabalhando em Londres. “As pessoas não querem falar sobre morte”, diz. “A terapia de luto me ajudou a entender o que eu estava sentindo. Você descobre formas de conviver com a dor.”

O luto das mães também é bastante valorizado –incluindo a perda gestacional.

“Haverá momentos de muita tristeza ao longo da vida”, diz Ana Beatriz dos Santos, psicóloga do HC da USP e membro do Laboratório de Estudos sobre a Morte da USP.

Mães que perderam seus filhos costumam ser ativas em grupos de ajuda. Rita ajudou a criar o “Vamos falar sobre o luto”, site que reúne histórias de enlutados e é comandado por sete amigas com diferentes experiências –incluindo Mariane.

“Há uma espécie de cerco do silêncio. Quem sofre, quem está doente ou por perto evita falar sobre o assunto”, diz Ana Beatriz. Para quem está convivendo com enlutados, a indicação é estar por perto e ouvir sempre que a pessoa quiser falar a respeito.

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Para saber mais, conheça alguns livros do Grupo Summus que abordam o tema, incluindo alguns com a participação da psicóloga Maria Helena Franco, citada na matéria:

AMOR E PERDA 
As raízes do luto e suas complicações
Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL

Amor e luto são duas faces da mesma moeda: não podemos amar sem temer a perda do ser amado. Neste livro, Colin Parkes traz uma nova visão sobre o apego, o amor e o luto. Ele aborda a perda de pais, filhos ou cônjuges na vida adulta, explica o mecanismo de isolamento por que passam os enlutados e mostra maneiras de oferecer apoio. Leitura imprescindível para estudantes e profissionais das áreas de psicologia, psiquiatria e sociologia.

 

CONVERSANDO SOBRE O LUTO  
Autores: Maria Aparecida de Assis Gaudereto MautoniEdirrah Gorett Bucar Soares
EDITORA ÁGORA

Embora a morte seja nossa única certeza, ela se tornou um fenômeno mitificado e temido. Este livro se propõe a ajudar as pessoas a lidar melhor com momentos de tanta angústia. Por meio de depoimentos, orientações e reflexões, ele nos ajuda a perceber que o sofrimento causado pelo luto e os questionamentos que vivemos são comuns a todo ser humano.

 

FORMAÇÃO E ROMPIMENTO DE VÍNCULOS  
O dilema das perdas na atualidade
Organizadora: Maria Helena Pereira Franco
SUMMUS EDITORIAL

Este livro reúne grandes especialistas em formação e rompimento de vínculos. Entre os temas abordados estão os dilemas dos estudantes de medicina diante da morte, a questão das perdas em instituições de saúde, o atendimento ao enlutado, a morte no contexto escolar, as consequências psicológicas do abrigamento precoce, as possibilidades de intervenção com crianças deprimidas pela perda e a preservação dos vínculos na separação conjugal.

 

LUTO  
Estudos sobre a perda na vida adulta
Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL

Muitas vezes as pessoas sentem-se desorientadas quando perdem um parente ou um amigo querido. O estudo do sentimento de perda e do luto tem ocupado, na última década, um espaço considerável no campo da psicologia. O autor, um dos pioneiros dessa área, desenvolve novas e atualizadas teorias que ajudam a entender as raízes do pesar e do sofrimento causados pelo luto. É uma abordagem baseada na sua experiência clínica, que apresenta propostas concretas para minimizar os efeitos emocionais e psicológicos da perda. Indicado para médicos, clérigos, psicólogos e advogados que lidam com o assunto, e também para pessoas que se interessem em entender melhor esta situação emocional.

 

LUTO  
Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Ursula Markham
EDITORA ÁGORA

Todos nós, mais cedo ou mais tarde, vamos ter de lidar com a perda de alguma pessoa querida. Alguns enfrentarão o luto com sabedoria inata; outros, encontrarão dificuldades em retomar suas vidas. Este livro ajuda o leitor a entender os estágios do luto, principalmente nos casos mais difíceis como os das crianças enlutadas, a perda de um filho ou, ainda, os casos de suicídio.

 

LUTO MATERNO E PSICOTERAPIA BREVE  
Autora: Neli Klix Freitas
SUMMUS EDITORIAL

A perda de um filho é um dos acontecimentos mais difíceis de aceitar, pois nenhuma mãe espera enterrar um filho. O livro focaliza as manifestações do luto em mães que perderam seu filho ainda jovem, pelo câncer, ou por uma doença repentina e fatal. A obra identifica e analisa o luto materno através de uma abordagem terapêutica individual e faz uma extensa revisão sobre psicoterapia breve, de orientação psicanalítica, apresentando vários casos com suas avaliações psicológicas.

 

MATERNIDADE INTERROMPIDA   
O drama da perda gestacional
Autora: Maria Manuela Pontes
EDITORA ÁGORA

Por vezes o ciclo da vida inverte-se: morre-se antes de nascer. Estará a sociedade civil consciente da fragilidade da maternidade e do vigor desse sono eterno que nos desvincula da existência? Este livro denuncia os processos da dor e do luto em mulheres que enfrentaram o drama da perda gestacional. São testemunhos reais de uma dura realidade que, silenciosa, clama por ser ouvida. Prefácio de Maria Helena Pereira Franco.

 

O RESGATE DA EMPATIA 
Suporte psicológico ao luto não reconhecido
Organizadora: Gabriela Casellato
SUMMUS EDITORIAL

O tema do luto não sancionado é pouco abordado na literatura clínica. Neste volume, profissionais da área de saúde preenchem essa lacuna tratando de temas como prematuridade, infidelidade conjugal, aposentadoria, morte de animais de estimação, perda de familiares por suicídio e, o luto de cuidadores profissionais. Estratégias para lidar com a perda e os transtornos psiquiátricos decorrentes dela também fazem parte da obra.

‘MÃES RELATAM O DRAMA DA PERDA GESTACIONAL TARDIA’

Chamada de perda gestacional tardia, o aborto espontâneo a partir da 23ª semana de gravidez é um tema delicado. Quem passa por ele encontra pouco espaço na sociedade para vivenciar o luto.

Para abrir espaço para a reflexão sobre o tema, o UOL reuniu oito depoimentos de mulheres que passaram pela experiência.

Patricia Aparecida Formigoni Avamileno, 49, advogada

“Quando perdemos os pais, somos órfãos. Quando perdemos o marido, somos viúvas, mas, quando perdemos um filho, isso sequer tem nome. Receber essa notícia é como um coice no estômago. Um pesadelo sem fim. Perdi o meu segundo filho no nono mês de gestação. A causa foi anoxia intrauterina (falta de oxigenação no cérebro). Desde sua morte, não existe Natal que seja alegre, pois ele morreu em 19 de dezembro de 1997. Como tiveram de me dopar após o parto, minha mãe e meu marido não permitiram que eu visse o bebê. Também não pude acompanhar o velório nem o enterro. Sinto até hoje saudade de alguém que sequer conheci. Lembro que, na sala de pré-parto, senti a placenta mexer e gritei chamando o médico, acreditando que meu filho se movia. Anos depois, eu me tornei mãe novamente.”

Fabiana Pacheco, 30, técnica de radiologia

“Perdi minha filha Clara no sexto mês de gestação. Descobri que ela estava morta em um ultrassom de rotina. Era uma quinta-feira. O coração dela simplesmente parou. Foi difícil acreditar que estava passando por aquilo. Já havia comprado todo o enxoval, que, por sinal, continua comigo. No dia seguinte à descoberta, fui internada na maternidade, onde começaram a induzir o parto normal. Em um sábado, às 9h, ela nasceu. Já faz mais de dois anos, mas não superei o luto. Nunca mais consegui engravidar novamente, mesmo sem me prevenir.”
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Matéria de Bruno Santos, publicada no UOL em 03/03/2016. Para ler todos os depoimentos, acesse:  http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2016/03/03/maes-relatam-o-drama-da-perda-gestacional-tardia.htm

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Para se aprofundar no assunto, conheça algumas obras da Editora Ágora que abordam o tema:

20060MATERNIDADE INTERROMPIDA
O drama da perda gestacional
Autora: Maria Manuela Pontes

Por vezes o ciclo da vida inverte-se: morre-se antes de nascer. Estará a sociedade civil consciente da fragilidade da maternidade e do vigor desse sono eterno que nos desvincula da existência? Este livro denuncia os processos da dor e do luto em mulheres que enfrentaram o drama da perda gestacional. São testemunhos reais de uma dura realidade que, silenciosa, clama por ser ouvida. Prefácio de Maria Helena Pereira Franco.

20822

ABORTO ESPONTÂNEO
Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Ursula Markham

A perda de um bebê em formação é uma experiência devastadora para a mulher. Ela não só terá de lidar com a dor e a frustração, mas também com a ansiedade em relação a uma futura gravidez. Este simpático guia oferece conforto, conselhos práticos, segurança nos próximos passos.

 

‘AMIGAS CRIAM PROJETO PARA FALAR SOBRE O LUTO E LIDAR COM A DOR DA PERDA’

Em um período de um ano, entre 2008 e 2009, a publicitária Mariane Maciel, 38, perdeu a mãe e o namorado. Foi quando percebeu que falar sobre luto ainda é um tabu. Em 2014, reuniu-se com seis amigas que também conviviam com a dor da perda para compartilhar a ideia de criar o projeto “Vamos Falar sobre o Luto?”.

Todas tinham a sensação de que a sociedade ainda não está preparada para lidar com o tema. “Há muito espaço para ser feliz, as redes sociais são prova disso. Quando você fica grávida ou vai comprar um apartamento novo, pode ir atrás de várias revistas e sites sobre o tema. Mas e quando morre alguém, o que você faz?”, questiona Mariane.

As sete amigas passaram a realizar pesquisas e a conversar com especialistas e ainda receberam mais de 170 histórias de pessoas que responderam a seus formulários. Em uma campanha de “crowfunding” (financiamento coletivo) –encerrada em 21 de agosto–, o projeto arrecadou R$ 43.504 para construir uma plataforma de conteúdo, lançada em 12 de janeiro. A iniciativa também tem uma página no Facebook.

“É um espaço para divulgação de textos, cursos, livros, para discutir sobre o tema e mostrar que todos passam pelas mesmas coisas”, diz Mariane.

A psicóloga e publicitária Fernanda Figueiredo, 42, outra integrante do grupo, conta que, quando enfrentou a doença e a morte do pai, em 2010, vítima de câncer, também percebeu que havia muita dificuldade para lidar com a morte. “O objetivo do projeto é confortar quem teve a experiência de perda e, ao mesmo tempo, abrir os olhos de quem ainda não passou por isso, para que essa pessoa consiga amparar quem está no processo.”

A importância de falar sobre o luto

Para a publicitária Amanda Thomaz, 33, que enfrenta a perda do pai, a experiência do luto é muito solitária. “É o momento mais delicado e difícil da vida e, ao mesmo tempo em que existe um intenso barulho interno e um turbilhão de pensamentos e sentimentos, há um grande silêncio externo e a ausência de troca e de referências.”

Para a administradora de empresas Gisela Adissi, 40, que perdeu um primo no acidente aéreo da Air France, em 2009, ouvir as histórias de outras pessoas a ajudou a compreender que a perda faz parte da vida. “Entendi também que não se trata de superar o luto, mas, sim, de aprender a viver essa nova etapa.”

Para Rita, participar do projeto permitiu que ela ampliasse sua compreensão sobre a experiência da morte do filho. “Hoje falo sobre isso com tranquilidade e sem desconforto. Consigo encontrar um sentido para tudo que vivi e ainda vivo, que é a possibilidade de ajudar outras pessoas que passam pela mesma coisa. Tudo isso me conecta ainda mais ao meu filho e a tantos outros queridos que tenho lá em cima.”

O que ajuda e o que piora

Para Rita, tudo depende da fase do luto. Em um primeiro momento, o de maior fragilidade, ela diz acreditar que o ideal é ouvir –de verdade– e ter paciência. “Muitas vezes, a pessoa pergunta, mas não quer escutar a resposta. Não precisa perguntar, mas, se fizer isso, esteja preparado para ouvir.”

Mariane conta que é comum que as pessoas se afastem do enlutado por conta do constrangimento de não saber o que dizer. “Por favor, não desapareça depois dos primeiros 15 dias. Quem sofre o luto corre o risco de ficar muito sozinho, muito fechado.”

Para a jornalista Cynthia de Almeida, 59, que perdeu o filho Gabriel há 14 anos, quando ele tinha 20, estar presente, pronto para acolher e ajudar no que a pessoa enlutada precisar, é muito mais confortador do que qualquer palavra ou tentativa de injeção de ânimo.

“Não diga que o tempo vai curar –porque não é verdade–, não diga como a pessoa deve reagir. Não banalize ou subestime a dor do luto. Não importa se o outro perdeu um avô ou um filho. O luto não tem hierarquia e quem sofre precisa dessa compreensão”, diz Cynthia.

Falar sobre quem morreu não é necessariamente triste e pode ajudar quem está sofrendo com a perda. “Amo quando alguém fala do meu pai, de algo que ele gostava ou fazia. Uma vez li um texto que dizia: ‘estarei vivo até a última pessoa pronunciar o meu nome’. É isso o que sinto quando alguém fala dele.”

Texto de Andrezza Czech, publicado originalmente no UOL, em 14/01/2016. Para ler a matéria na íntegra, acesse: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2016/01/14/amigas-criam-projeto-para-falar-sobre-o-luto-e-lidar-com-a-dor-da-perda.htm

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Se você quer saber mais sobre o tema, conheça os livros do Grupo Summus a seguir:

20116
CONVERSANDO SOBRE O LUTO

Autoras: Maria Aparecida Mautoni, Edirrah Gorett Bucar Soares
EDITORA ÁGORA

 

20712


LUTO – Esclarecendo suas dúvidas
Autora:
Ursula Markham
EDITORA ÁGORA

 

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AMOR E PERDA – As raízes do luto e suas complicações
Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL

 

10639
LUTO – Estudos sobre a perda na vida adulta

Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL

 

10750


LUTO MATERNO E PSICOTERAPIA BREVE
Autora:
Neli Klix Freitas
SUMMUS EDITORIAL

 

20060
MATERNIDADE INTERROMPIDA – O drama da perda gestacional

Autora: Maria Manuela Pontes
EDITORA ÁGORA

 

 

‘LUTO NÃO RECONHECIDO PODE LEVAR AO ADOECIMENTO – COMO RESOLVER ISTO?’

O luto não reconhecido vem de perdas como o de um filho prematuro, uma traição conjugal, aposentadoria, o desaparecimento de um parente, a perda de um animal de estimação… São experiências muitas vezes ignoradas ou desacreditadas pelo próprio enlutado ou pela comunidade e quando isto acontece, pode levar ao adoecimento. É preciso entender a reação de quem está passando por isto, ser empático e tentar se colocar no lugar dessa pessoa, porque viver isolado e ignorado torna o luto mais intenso e prolongado.

A psicóloga Gabriela Casellato, organizadora do livro O resgate da empatia – Suporte psicológico ao luto não reconhecido diz que, ao longo de sua experiência, foi observando que muitas vezes as pessoas procuram ajuda, não necessariamente porque estão adoecidas, mas porque estão sozinhas nas suas perdas. Muitas dessas situações têm a ver com essa dor que não pode ser compartilhada, seja porque o próprio enlutado não a valoriza como algo significativo ou porque a própria sociedade não reconhece.

No livro, várias histórias ilustram situações de pessoas que sofrem por não aceitar o luto ou não por saber lidar com isto e apresenta soluções para cada caso abordado.

Confira abaixo a entrevista ao programa Cotidiano, com apresentação da jornalista Luiza Inez Vilela, na Rádio Nacional de Brasília.

 

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Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//9788532310088

 

AUTORES DO LIVRO “O RESGATE DA EMPATIA” AUTOGRAFAM EM SÃO PAULO

A Summus Editorial e a Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi (São Paulo) promovem no dia 22 de julho, quarta-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro O resgate da empatia – Suporte psicológico ao luto não reconhecido. A psicóloga Gabriela Casellato, organizadora da obra, e os autores recebem convidados na livraria, que fica na Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, Piso 2 – Itaim Bibi, São Paulo.

O que sente uma mãe que sofre pelo filho desaparecido? Como alguém elabora a morte de um amado animal de estimação? De que forma um profissional que convive com pacientes diariamente encara a perda? Muitas são as experiências de luto ignoradas ou desacreditadas. No livro O resgate da empatia, profissionais da área de saúde contribuem de maneira fundamental para o entendimento do luto não reconhecido. Abordando as diversas faces da perda, obra traz embasamento teórico, estratégias e ferramentas úteis para ajudar psicoterapeutas e demais profissionais de saúde a reconhecer o que ainda é irreconhecível.

“O processo de luto é normal e necessário, mas a falta de empatia em relação às perdas que enfrentamos é um importante determinante de nosso adoecimento físico e mental”, afirma Gabriela. Segundo ela, o não reconhecimento do luto é um fenômeno que se estabelece em diferentes situações e suas características são minimizadas ou negadas pelo próprio enlutado e/ou pela comunidade e suas regras socioculturais.

O livro traz uma profunda reflexão sobre diferentes situações: o luto de um filho prematuro e suas consequências para a formação do vínculo mãe-bebê; a questão da infidelidade conjugal; as especificidades e consequências do luto pela aposentadoria, fenômeno que ganha espaço com o aumento da população de idosos; o luto por bichinhos de estimação, em especial, nas cidades grandes, cujo papel do animal nas teias familiares é essencial; o luto pelo desaparecimento, que é abordado com profunda riqueza, dando enfoque ao luto materno; e também o luto em situações de suicídio, um assunto quase tabu na sociedade.

Dois capítulos também exploram o luto dos cuidadores profissionais, mostrando um pouco mais de perto a dor de quem cuida da dor. Em depoimentos tocantes e corajosos, as autoras expõem suas próprias dores diante das perdas pessoais e das de seus pacientes.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1419/Resgate+da+empatia,+O

O resgate da empatia

 

É SAUDÁVEL MANTER ONLINE O PERFIL DE ALGUÉM QUE JÁ MORREU?

Acessar o perfil para matar as saudades é normal, mas levar para o mundo virtual a relação que tinha em vida com o falecido é o mesmo que negar a morte, diz especialista. 

Casamento, separação, mudança de país, de emprego, nascimento e morte. Nas redes sociais, temos atualizações em tempo real sobre o que acontece na vida de amigos próximos ou conhecidos distantes. Em tempos de vida online 24 horas por dia, sete dias por semana, o que muda na forma como lidamos com a morte?

“As redes sociais possibilitam uma nova maneira de se relacionar tanto com o enlutado quanto com a pessoa que faleceu” diz Regina Szylit, líder do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Perdas e Luto da USP. Segundo a pesquisadora, quem perde um ente querido pode usar o perfil online do morto como uma maneira de matar as saudades, mantendo a pessoa próxima.

Quando uma pessoa morre, ela deixa para trás, além de pertences e histórias, os rastros de uma vida construída também online. O que acontece então é incerto. A política muda de acordo com o site.

“Em alguns casos, o assunto não é nem abordado no contrato com o usuário”, explica Evan Carrol, idealizador do The Digital Beyond, site dedicado a esclarecer sobre o tema.

Mausoléu online 

No Facebook, existem algumas opções. Apresentando documentos que comprovem o óbito, a família pode entrar com um pedido para que o perfil seja apagado ou para que a página se transforme em um memorial. Neste segundo caso, o perfil se mantém intacto, mas não pode mais ser adicionado como amigo, nem fazer novas postagens. Outra opção, que não conta com o aval da rede social, é algum familiar assumir o perfil do falecido e passar a postar em nome dele.

Segundo a psicóloga Valéria Tinoco, do instituto especializado em luto Quatro Estações, a tentativa de manter ativos os laços com o falecido é natural.

“As pessoas demoram certo tempo para entender que aquela pessoa morreu mesmo e não está mais ali”, diz.

“Num primeiro momento, é comum as pessoas ficarem, por exemplo, ouvindo um recado deixado pelo morto na caixa de mensagens do telefone. Isso é normal”.

A especialista, no entanto, não vê validade na opção por manter ativo o perfil online de alguém que morreu, assumindo o lugar que era ocupado pela pessoa em vida.

“Hoje, como muitas relações são virtuais, fica tentador transpor para o virtual uma relação com o falecido. Isso, no entanto, é uma negação da morte”.

Valéria explica que o luto é um processo de adaptação ao mundo sem aquela pessoa querida que se foi. Neste processo, o enlutado terá basicamente dois movimentos: a aceitação da perda e a recuperação. De acordo com a psicóloga, a manutenção da página do falecido prejudica justamente esta retomada da própria vida.

Para Carrol, a resolução deste problema moderno passa por uma atitude simples.

“Sem saber a vontade do falecido, a família tenta adivinhar o que aquela pessoa gostaria que acontecesse”, sugere.

“Eu incentivo todos a, em vida, refletirem sobre o assunto e a confidenciarem seu desejo a alguém da família”.

Texto de Rafael Bergamaschi, especial para o iG São Paulo. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://delas.ig.com.br/comportamento/2014-08-05/e-saudavel-manter-online-o-perfil-de-alguem-que-ja-morreu.html

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Se você quer se aprofundar no tema, conheça os livros:

10708FORMAÇÃO E ROMPIMENTO DE VÍNCULOS
O dilema das perdas na atualidade
Organizadora: Maria Helena Pereira Franco
SUMMUS EDITORIAL

Este livro reúne grandes especialistas em formação e rompimento de vínculos. Entre os temas abordados estão os dilemas dos estudantes de medicina diante da morte, a questão das perdas em instituições de saúde, o atendimento ao enlutado, a morte no contexto escolar, as consequências psicológicas do abrigamento precoce, as possibilidades de intervenção com crianças deprimidas pela perda e a preservação dos vínculos na separação conjugal.

10639LUTO
Estudos sobre a perda na vida adulta
Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL 

Muitas vezes as pessoas sentem-se desorientadas quando perdem um parente ou um amigo querido. O estudo do sentimento de perda e do luto tem ocupado, na última década, um espaço considerável no campo da psicologia. O autor, um dos pioneiros dessa área, desenvolve novas e atualizadas teorias que ajudam a entender as raízes do pesar e do sofrimento causados pelo luto. É uma abordagem baseada na sua experiência clínica, que apresenta propostas concretas para minimizar os efeitos emocionais e psicológicos da perda. Indicado para médicos, clérigos, psicólogos e advogados que lidam com o assunto, e também para pessoas que se interessem em entender melhor esta situação emocional.

10499AMOR E PERDA
As raízes do luto e suas complicações
Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL 

Amor e luto são duas faces da mesma moeda: não podemos amar sem temer a perda do ser amado. Neste livro, Colin Parkes traz uma nova visão sobre o apego, o amor e o luto. Ele aborda a perda de pais, filhos ou cônjuges na vida adulta, explica o mecanismo de isolamento por que passam os enlutados e mostra maneiras de oferecer apoio. Leitura imprescindível para estudantes e profissionais das áreas de psicologia, psiquiatria e sociologia.

20116CONVERSANDO SOBRE O LUTO
Autor: Maria Aparecida de Assis Gaudereto Mautoni, Edirrah Gorett Bucar Soares
EDITORA ÁGORA

Embora a morte seja nossa única certeza, ela se tornou um fenômeno mitificado e temido. Este livro se propõe a ajudar as pessoas a lidar melhor com momentos de tanta angústia. Por meio de depoimentos, orientações e reflexões, ele nos ajuda a perceber que o sofrimento causado pelo luto e os questionamentos que vivemos são comuns a todo ser humano.

É PRECISO DIZER A VERDADE SOBRE A MORTE ÀS CRIANÇAS

A psicóloga Maria Aparecida Mautoni, coautora do livro Conversando sobre o luto (Editora Ágora), foi entrevistada pelo site UOL. Na reportagem, ela afirma que é a partir do diálogo que a criança começa a entender o que é a morte e como lidar com ela. Leia a reportagem na íntegra: http://goo.gl/NmtjJx.

A perda de um ente querido pode ser uma experiência devastadora. Num tempo em que o fato de sentir tristeza é visto com maus olhos, fica cada vez mais difícil lidar com a morte e falar sobre ela. O fato de não expressar a dor, porém, pode trazer graves consequências aos enlutados. O livro traz alguns depoimentos e inúmeras dicas para lidar com a perda. 20116Ao longo da obra, as psicólogas Edirrah Gorett Bucar Soares e Maria Aparecida, especialistas em luto, abordam a teoria do apego, explicam como falar sobre a morte com as crianças, oferecem orientações para superar a perda de forma saudável e propõem reflexões a médicos, psicólogos e cuidadores.

“Consideramos fundamental dividir experiências – principalmente porque somos profissionais que convivem com a morte do outro e, em consequência, com a perda”, afirmam as autoras. Em linguagem simples e direta, o livro é dirigido a todos aqueles que perderam um ente querido e a profissionais de saúde que lidam com a morte no cotidiano. “O luto é um processo solitário e individual. Nosso objetivo é ajudar a iluminar o caminho da elaboração do luto das pessoas que estão na escuridão e dar pistas sobre o caminho aos enlutados, a suas famílias e aos profissionais da saúde”, complementam.

Dividida em seis capítulos, a obra aborda questões como apego e perda, a maneira de ajudar os enlutados, o luto da criança, além de morte e luto no contexto hospitalar. Segundo as autoras, em pleno século 21, são poucos os pais que conseguem dizer a seus filhos que a morte é inevitável e irreversível. Os educadores também demonstram dificuldades de explanar em sala de aula o tema morte, sendo o assunto considerado tabu até nos hospitais. Segundo as autoras, é preciso conversar sobre morte de forma esclarecedora. “Para ajudar as crianças após a perda, é preciso oferecer carinho, compreensão, amor, respeito, acolhimento e escuta”, afirmam.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1344/Conversando+sobre+o+luto

GRUPO SUMMUS APOIA EVENTO SOBRE PRIMEIROS SOCORROS EMOCIONAIS

A ABRAP, com o objetivo de tornar mais eficaz a prática do trabalho de primeiros socorros emocionais,  propõe-se a realizar alguma jornadas trazendo uma visão contemporânea sobre o trauma a fim de integrar perspectivas novas e reunir profissionais e diferentes instituições e abordagens.

1ª Jornada de Primeiros Socorros Emocionais acontecerá nos dias 14 e 15 de fevereiro de 2014, em São Paulo.  Os livros do Grupo Summus sobre o tema  estarão expostos e serão comercializados no local.

Para ver a programação, obter mais detalhes sobre o evento e fazer sua inscrição, acesse:
http://www.abrap.org/jornada_primeiros_socorros.pdf

jornada primeiros socorros (2)

BLOG DA FOLHA ENTREVISTA COAUTORA DO LIVRO “CONVERSANDO SOBRE O LUTO”

O Blog Fale Comigo, da Folha de São Paulo, publicou na quarta-feira, 21 de agosto, uma entrevista com a psicóloga Maria Aparecida Mautoni, coautora do livro Conversando sobre o luto (Editora Ágora). Leia na íntegra: http://goo.gl/svQQId.

A perda de um ente querido pode ser uma experiência devastadora. Num tempo em que o fato de sentir tristeza é visto com maus olhos, fica cada vez mais difícil lidar com a morte e falar sobre ela. O fato de não expressar a dor, porém, pode trazer graves consequências aos enlutados. O livro traz alguns depoimentos e inúmeras dicas para lidar com a perda. Ao longo da obra, as autoras, Maria Aparecida e Edirrah Gorett Bucar Soares, ambas especialistas em luto, abordam a teoria do apego, explicam como falar sobre a morte com as crianças, oferecem orientações para superar a perda de forma saudável e propõem reflexões a médicos, psicólogos e cuidadores.

“Consideramos fundamental dividir experiências – principalmente porque somos profissionais que convivem com a morte do outro e, em consequência, com a perda”, afirmam as autoras. Em linguagem simples e direta, o livro é dirigido a todos aqueles que perderam um ente querido e a profissionais de saúde que lidam com a morte no cotidiano. “O luto é um processo solitário e individual. Nosso objetivo é ajudar a iluminar o caminho da elaboração do luto das pessoas que estão na escuridão e dar pistas sobre o caminho aos enlutados, a suas famílias e aos profissionais da saúde”, complementam.

Dividida em seis capítulos, a obra aborda questões como apego e perda, a maneira de ajudar os enlutados, o luto da criança, além de morte e luto no contexto hospitalar. Segundo as autoras, em pleno século 21, são poucos os pais que conseguem dizer a seus filhos que a morte é inevitável e irreversível. Os educadores também demonstram dificuldades de explanar em sala de aula o tema morte, sendo o assunto considerado tabu até nos hospitais. Segundo as autoras, é preciso conversar sobre morte de forma esclarecedora. “Para ajudar as crianças após a perda, é preciso oferecer carinho, compreensão, amor, respeito, acolhimento e escuta”, afirmam.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Conversando+sobre+o+luto

 

RÁDIO GLOBO ENTREVISTA COAUTORA DE “CONVERSANDO SOBRE O LUTO” NESTE SÁBADO, DIA 27

O programa Manhã da Globo, da Rádio Globo, entrevista a psicóloga Maria Aparecida Mautoni neste sábado, dia 27 de julho, a partir de 11h. Ela falará sobre seu livro Conversando sobre o luto (Editora Ágora). Acompanhe a entrevista pela frequência 1100 AM em São Paulo ou ainda pelo site: www.radioglobo.com.br.

A perda de um ente querido pode ser uma experiência devastadora. Num tempo em que o fato de sentir tristeza é visto com maus olhos, fica cada vez mais difícil lidar com a morte e falar sobre ela. O fato de não expressar a dor, porém, pode trazer graves consequências aos enlutados. O livro traz alguns depoimentos e inúmeras dicas para lidar com a perda. Ao longo da obra, Maria Aparecida e a psicóloga Edirrah Gorett Bucar Soares, especialistas em luto, abordam a teoria do apego, explicam como falar sobre a morte com as crianças, oferecem orientações para superar a perda de forma saudável e propõem reflexões a médicos, psicólogos e cuidadores.

“Consideramos fundamental dividir experiências – principalmente porque somos profissionais que convivem com a morte do outro e, em consequência, com a perda”, afirmam as autoras. Em linguagem simples e direta, o livro é dirigido a todos aqueles que perderam um ente querido e a profissionais de saúde que lidam com a morte no cotidiano. “O luto é um processo solitário e individual. Nosso objetivo é ajudar a iluminar o caminho da elaboração do luto das pessoas que estão na escuridão e dar pistas sobre o caminho aos enlutados, a suas famílias e aos profissionais da saúde”, complementam.

Dividida em seis capítulos, a obra aborda questões como apego e perda, a maneira de ajudar os enlutados, o luto da criança, além de morte e luto no contexto hospitalar. Segundo as autoras, em pleno século 21, são poucos os pais que conseguem dizer a seus filhos que a morte é inevitável e irreversível. Os educadores também demonstram dificuldades de explanar em sala de aula o tema morte, sendo o assunto considerado tabu até nos hospitais. Segundo as autoras, é preciso conversar sobre morte de forma esclarecedora. “Para ajudar as crianças após a perda, é preciso oferecer carinho, compreensão, amor, respeito, acolhimento e escuta”, afirmam.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1344/Conversando+sobre+o+luto